A Amazon Web Services realizou nesta terça feira (30/07), o AWS Summit São Paulo 2013.
Segundo o Convergência Digital, foram mais de 5 mil inscritos, perto de 3 mil circulando simultaneamente no World Trade Center, participando de 20 sessões técnicas e de negócios, divididas em cinco diferentes trilhas: Visão Geral dos Serviços AWS: trilha Avançada, Melhores Práticas, Casos de Sucesso e Arquitetura na nuvem. Todas com cases de sucesso no uso de IaaS AWS, como os da Magazine Luiza, Rede Globo, Ibope, Peixe Urbano e Serasa Experian.
Com dois data centers em expansão no país, a Amazon Web Services se diz capaz de atuar como provedora de cloud, em parceria com órgãos como o Serpro, no Imposto de Renda. No caso da privacidade dos dados, José Nilo, Diretor de Vendas da empresa na América Latina, garante que 'a escolha de onde o dado ficará armazenado e como ele será guardado é do cliente'. como provedor de Content Delivery Network - CDN, principalmente para negócios de comércio eletrônico, está na lista de prioridade de negócios na região.
Em encontro com a imprensa, os executivos da AWS, ao serem indagados sobre o impacto do episódio de espionagem da Agência de Segurança dos Estados Unidos, que desencadeou na determinação do governo brasileiro de exigir do Google a implantação de um data center local. Os executivos destacaram a “responsabilidade compartilhada”, argumentando que cabe ao cliente definir em que lugar e de que maneira quer o armazenamento dos seus dados.
"Por isso, temos data centers em regiões consideradas estratégicas. O Brasil tem duas zonas de armazenamento, ambas em São Paulo, para atender esse requisito. E estamos em expansão porque os serviços na nuvem atrai cada vez mais empresas", disse O Diretor de Vendas da Amazon.
Sobre privacidade, Matt Wood, principal cientista da área de dados da AWS, garantiu que como a empresa atua em Infraestrutura como Serviço (IaaS), a definição do uso de criptografia, de transporte dos dados, se pela nuvem pública ou por serviços privados é decisão do cliente.
"A gestão é de responsabilidade compartilhada. Somos uma empresa norte-americana, mas temos atuação, com data centers locais, nas regiões de nosso interesse para que possamos atender as regras de compliance", enfatizou Wood. O governo que pressiona o Google a ter um data center local é um dos alvos para crescimento de negócios no país.
De acordo com Wood, principal cientista da área de dados da AWS, o mercado de Content Delivery Network - CDN, também tem atraído muitos clientes afirmou.
"Há clientes que precisam de baixa latência e com sites que não podem parar, sob o risco de perderem seus negócios e o CDN facilita esse tipo de atuação".
"Nossa infraestrutura tem baixa latência e está preparada para suportar operações de pico elevado, como por exemplo, a entrega do imposto de renda ou a apuração das eleições. Podemos ser um backup, uma contigência", detalha o Diretor de Marketing da AWS, Juliano Tubino.
A questão do billing local também foi discutida no evento. De acordo com o Diretor de Marketing da AWS, a empresa está estudando soluções para resolver o entrave, que segundo ele é um fator impeditivo para geração de novos negócios.
"Hoje a Amazon ainda não tem uma entidade nacional para fazer o billing local. Mas já estamos estudando esta possibilidade para atender aos nosso usuários", afirma Tubino.
Em pagamentos diretos via cartão internacional e através de invoces incidem tributos, não incluídos pela Amazon na cobrança, que o cliente precisa declarar e pagar aqui no Brasil.
"Estamos muito atentos a isto e procurando uma solução, mesmo que legalmente não sejamos culpados", afirma Tubino que não soube precisar em quanto tempo a empresa apresentará uma solução para os clientes brasileiro.
Ter uma representação local que permitisse o billing direto no país, em Real, é um investimento alto, difícil de justificar em uma operação de cresce fortemente. Apenas no primeiro semestre deste ano a operação brasileira adicionou mais clientes do que todas as outras operações da AWS na América Latina, juntas.