Pesquisa recente divulgada pela consultoria IDC aponta que 46% dos gastos com infraestrutura de TI no primeiro trimestre de 2018 foram direcionados para a nuvem, 4% a mais do que os 42% registrados em 2017. Entre as razões apontadas para migrar para a nuvem estão agilidade, economia de custos e facilidade de uso.
Apesar do crescimento do investimento em nuvem chegando a novos patamares, os data centers on premise ainda estão crescendo. De acordo com o mesmo estudo, os gastos nessa modalidade aumentaram 22%. Isso ocorre porque algumas cargas de trabalho sempre permanecerão em data centers tradicionais, como no caso de Big Data. Indústrias altamente regulamentadas, como as dos setores de Saúde e Finanças, são exemplos de uma maior probabilidade para manter grandes data centers locais.
Isso não significa que você vai criar dificuldades para seu departamento de TI. As ferramentas de virtualização da próxima geração já trabalham para tornar a experiência local mais parecida com a nuvem, com o objetivo de que as duas sejam virtualmente indistinguíveis e transparentes para o usuário final.
O data center moderno evoluiu em estágios distintos. Primeiro, veio a infraestrutura hiperconvergente, que removeu a complexidade, eliminando camadas de armazenamento e computação autônomas. Com ela, as empresas poderiam executar todo o data center a partir de seu hardware comercial de primeira escolha. Ainda assim, uma camada de virtualização independente foi necessária para maximizar o potencial da infraestrutura hiperconvergente.
A próxima geração do data center virtualizado é a convergência da própria virtualização. Em vez de lidar com a complexidade de um hypervisor proprietário, as empresas poderiam escolher um hypervisor incorporado à sua pilha HCI, cortando custos, removendo a complexidade e economizando dinheiro em infraestrutura.
E ainda existem ferramentas rápidas para gerenciamento de infraestrutura, automação, orquestração e rede. Esses recursos estão entre os mais importantes para a execução de um data center eficiente e seguro. No entanto, a maioria dos fornecedores continuou a tratar esses componentes como reflexões posteriores, construindo novas ferramentas para cada recurso e forçando os clientes a integrá-los por conta própria.
O gerenciamento de data center virtual end-to-end é a solução. Ao total, são nove ferramentas reduzidas para uma: gerenciamento de infraestrutura, armazenamento, networking, segurança, automação, orquestração, planejamento, monitoramento de desempenho, gerenciamento de aplicativos e máquinas virtuais.
O objetivo é mostrar que há possibilidade de, com menos peças móveis, reduzir a complexidade ao mínimo, economizando custos operacionais e, ao mesmo tempo, aprimorando a experiência do usuário igualando à da computação em nuvem.
*Ben Putano é colaborador de conteúdo da Nutanix.
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