Uma das maiores empresas do setor elétrico do Brasil, a Votorantim Energia otimizou a rede de comunicações de suas usinas hidrelétricas de Sobragi (Belmiro Braga - MG), Itupararanga (Votorantim -SP), Pedra do Cavalo (Cachoeira - BA) e Ourinhos (Ourinhos - SP). Por meio de um projeto estratégico, desenvolvido em parceria com a integradora de telecomunicações e serviços em nuvem Sencinet, a companhia passou a utilizar apenas um link para processar toda a troca de informações das unidades com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Anteriormente o mesmo processo era executado com a utilização de um link para cada planta.


O modelo de concessão definido pelo ONS para as usinas hidrelétricas considera a comunicação com os membros participantes e associados como um dos pontos mais sensíveis da operação. Por isso, a regulamentação exige que as usinas se conectem a Centros Regionais, por meio de dois sites distintos denominados: Sistema Local de Aquisição de Dados (SAL) e Sistema Remoto de Aquisição de Dados (SAR). Eles devem prover 99,98% de disponibilidade e ainda estarem em caminhos (enlaces) não colapsados, ou seja, caminhos distintos. A preocupação se justifica, já que é através da transmissão de dados que o órgão se baseia para controlar, por exemplo, a abertura e o fechamento de comportas e barragens das hidrelétricas, inclusive em casos de urgência.

De acordo com o diretor de Estratégia e Portfólio da Sencinet, Marcelo Leite, a estrutura da companhia ofereceu à Votorantim Energia a possibilidade de utilizar uma rede híbrida e redundante capaz de atender a todos estes requisitos.

"A Sencinet realizou importantes investimentos em sua estrutura para tornar sua rede mais robusta e flexível de maneira que seja possível apresentar soluções de alta disponibilidade, seguras e redundantes em conformidade com as normas exigidas", disse.

Além da redução de 40% nos custos devido à redução de links, o gerente geral da Votorantim Energia, Leonardo Vinicius Gomes, ressalta ainda o ganho trazido para a corporação, no que diz respeito ao esforço de gestão e controle das conexões com a disponibilidade de relatórios de disponibilidade, tráfego e comportamento da rede.

"Acreditamos que o projeto trouxe ganhos inclusive para o próprio ONS, devido à uma diminuição na quantidade de links e roteadores na infraestrutura para recebimento das conexões com a Votorantim. Assim, elevamos a operação aos mais modernos conceitos de segurança e economia de recursos", finaliza.