Localizada no Noroeste do Paraná, a Universidade Estadual de Maringá (UEM), acaba de expandir e modernizar sua infraestrutura física para atender mais de 30 mil pessoas, entre estudantes, docente e demais funcionários.
Para melhorar o atendimento aos usuários no acesso a um complexo volume de informações com a máxima agilidade e segurança, a UEM abriu licitação no final de 2011 para revitalizar a antiga rede de comunicação, instalada no campus. O projeto, no valor de R$ 769.000,00 com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), foi executado pela Compustar, instaladora Platinum credenciada pela Furukawa, vencedora do edital.
A obra de infraestrutura da nova rede ótica de acesso teve início em março de 2014 e foi entregue em dezembro do ano passado.
“Ainda não estamos rodando 100% em função de uma nova licitação para a compra de ativos de ponta de rede mais avançados, de 40/100Gb, que vão determinar a velocidade da rede. Mas a execução da infraestrutura ótica superou todas as nossas expectativas. A partir da liberação para a obra, foi tudo muito rápido. Temos uma rede de primeira linha, com alta redundância, ou seja, sem paradas, já que a solução aplicada garante, em caso de quebra de fibra, um caminho alternativo imediato para o tráfego de dados. A tecnologia aplicada nos garante máxima segurança, agilidade nos processos e o controle total do ambiente”, diz o diretor de TI da UEM, Hélcio Prado.
O executivo informa que a antiga rede da UEM estava obsoleta, impactando negativamente no seu desempenho. “Tínhamos diversos tipos de cabos com fibras multimodo de 62,5 e 50 microns e também monomodo, sem nenhuma padronização. Agora, a UEM tem uma das melhores infraestruturas de rede ótica já instaladas em universidades brasileiras, com todos os materiais e garantia da marca Furukawa. Estamos preparados para o futuro com preservação dos investimentos por pelo menos mais 20 anos”, observa.
De acordo com Emanuel Maia, sócio-diretor da Compustar, a nova rede ótica da UEM para atender os concentradores que formam o backbone, foram utilizados cabos óticos de 12 fibras com capacidade de tráfego de 40/100Gb, terminados em DIOs Gerenciáveis (Solução Patch View Furukawa) com conectores LC-Duplex, que oferecem maior densidade ao cliente.
Um dos objetivos da diretoria de TI da UEM é que a nova rede pudesse rodar sem paradas, já que o acesso aos diversos conteúdos e a troca de informações no ambiente universitário é uma constante. Para isso o projeto foi concebido para que todo o Backbone fosse redundante.
“Todo o projeto foi executado pensando no futuro. Optamos pelos cabos ópticos com tecnologia G-652D – “low water peak” (zero pico d´água) da Furukawa, que permite a expansão futura da rede para novos usuários via CWDM em até 16 canais. Com isso nós conseguimos aumentar em 50% a capacidade de transmissão de dados em relação às fibras monomodo convencionais. Os cabos foram usados em banda E (1360 a 1460nm) e ao longo das demais bandas de transmissão (1270 a 1610nm)”, conta Maia.