A tradicional frase “o sistema está fora do ar e não sabemos em quanto tempo será restabelecido” foi riscada do vocabulário da Unimed Cuiabá. Com processos digitalizados, a cooperativa de serviços de saúde gerencia, por sistema, os dados e a rotina de 220 mil clientes, sendo 90% deles atendidos através de ferramentas online.
 
Essa massa de usuários gera um volume aproximado de 400 mil guias de atendimentos por mês, número que eleva a importância da tecnologia dentro da companhia e que permite afirmar que seria impossível atender aos clientes sem a presença de uma infraestrutura tecnológica mais automatizada e inteligente.
 
Entre as cinco maiores cooperativas de saúde da rede, a Unimed Cuiabá conta com 133 clínicas e 21 hospitais cadastrados, além de cinco farmácias próprias. Dobrou o faturamento em sete anos, chegando à cifra de R$1,2 bilhão em 2017, muito por conta dos esforços empreendidos na área de tecnologia.
 
Os sistemas estão instalados no data center principal e na infraestrutura de disaster recovery. Um ambiente que, recentemente, foi incrementado com a solução de automação de rede, sob a chancela da infraestrutura definida por software (SDN), para a automatização dos recursos.
 
A cooperativa implementou a solução Cisco ACI para automatizar a gestão da rede. “O ambiente central (core da rede) não tinha mais para onde crescer. Além disso, precisávamos de um produto que simplificasse a administração do ambiente de TI e garantisse a segurança”, explica Idalmo Cardoso. "Agora temos total controle de aplicações e menos quedas do ambiente. Além disso, a segurança foi reforçada", complementa.
 
Integração Sistêmica
 
Finalizado em maio de 2018, o projeto já apresenta alguns benefícios. Entre os principais, Cardoso destaca a melhor integração de sistemas, o que otimizou o desenho da rede e o desempenho das soluções de negócio. “Agora temos total controle das aplicações e menos quedas do ambiente. Além disso, a segurança, que já era eficiente, foi reforçada”, diz.
 
Apesar de ainda ser cedo para indicar métricas precisas sobre a melhora da operação, o executivo conta que o feedback de toda a equipe de colaboradores é positivo, e afirma que o ganho de produtividade se somou à redução do tempo gasto no restabelecimento de serviços (SLA), que caiu de dias para horas.
 
A solução permite a implantação de novas políticas de gerenciamento, fazendo com que a rede virtual siga os mesmos procedimentos da rede física, explica José Carlos Lima, diretor de Projetos da DLC, a integradora parceira Cisco responsável pelo novo projeto.
 
Lima acrescenta que, cumulativamente, a SDN simplifica o alinhamento dos processos da cooperativa com o marco regulatório do setor de saúde. Segundo Cardoso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é bem rígida no item tecnologia, e obriga, por exemplo, que o data center tenha escalabilidade, estabilidade e segurança, para garantir disponibilidade e também cuidar da privacidade dos dados dos clientes.