A Universidade de Brasília (UnB), em colaboração com a Intel, realizou na segunda-feira, 15 de setembro de 2025, a inauguração do Laboratório Multiusuário Institucional de Inteligência Artificial e Supercomputação (LmiSUP). A cerimônia ocorreu no auditório da ADUnB e marcou também o lançamento de um edital destinado a grupos de pesquisa, ensino e inovação da universidade, com o objetivo de promover o uso da nova infraestrutura tecnológica, de acordo com o TeleSíntese.
Carlos Augusto Buarque, diretor de marketing e porta-voz da Intel, informou que a empresa disponibilizou dois servidores equipados com aceleradores Intel Gaudi 2 para apoiar de forma imediata as pesquisas em inteligência artificial na Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, os equipamentos permanecerão na instituição pelo tempo necessário para viabilizar o desenvolvimento de projetos locais, incluindo modelos de linguagem de grande escala (LLMs).
Buarque destacou que a UnB terá autonomia para definir os critérios de seleção e priorização dos projetos contemplados pelo edital, reforçando o compromisso da iniciativa com a liberdade acadêmica. Além disso, a ação busca contribuir para a formação de profissionais especializados nas tecnologias da Intel. Ele mencionou que, atualmente, já existe uma plataforma com tecnologia Gaudi em operação no Brasil, e que a UnB será uma referência nacional para instituições e empresas interessadas nesse tipo de infraestrutura.
O edital interno da Universidade de Brasília estabelece diretrizes para a utilização compartilhada do novo cluster de inteligência artificial e supercomputação, viabilizando pesquisas em áreas como modelos de linguagem (LLMs), previsão meteorológica, processamento de imagens e genômica. A infraestrutura será gerenciada pela própria instituição. Segundo Carlos Augusto Buarque, da Intel, a empresa pretende expandir essa iniciativa para até dez universidades brasileiras, em articulação com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como parte de um esforço mais amplo voltado ao desenvolvimento de projetos em inteligência artificial no país.
Sobre data centers, o executivo ressaltou que a Intel atua no desenvolvimento colaborativo de soluções, frequentemente adaptadas às necessidades específicas de seus parceiros. Entre os principais colaboradores estão empresas como AWS, Microsoft, Google Cloud, Oracle e IBM — esta última já incorporou os aceleradores Intel Gaudi em suas operações de computação em nuvem.
Ao comentar sobre o interesse empresarial na parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o porta-voz da Intel destacou que a iniciativa tem caráter estratégico voltado à formação de um ecossistema tecnológico. Segundo ele, a capacitação de profissionais familiarizados com as tecnologias da empresa contribui para ampliar a base de desenvolvedores e atrair novos clientes, consolidando a UnB como referência nacional nesse campo.
O executivo também esclareceu que a Intel não possui planos de instalar fábricas no Brasil e não oferece serviços próprios de data center. A atuação da empresa está centrada na colaboração com provedores globais, como IBM, AWS, Microsoft, Google Cloud e Oracle, além de parcerias com universidades voltadas à pesquisa e desenvolvimento.
Ainda conforme o porta-voz, os investimentos em produção seguem concentrados nos Estados Unidos, com expansões em estados como Arizona e Ohio. No Brasil, a estratégia da Intel é operar por meio de parceiros locais, que atuam como fabricantes e integradores de suas tecnologias.
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