O Presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a venda da GPU H200 da Nvidia à China.
Em uma publicação no Truth Social, Trump disse que os EUA permitiriam que a Nvidia vendesse H200s a "clientes aprovados" na China e outros países sob certas condições, incluindo um imposto de exportação de 25%, acrescentando que a abordagem do governo se aplicaria à AMD, Intel e "outras grandes empresas americanas".
A China defende que a China e os Estados Unidos devem alcançar benefícios mútuos através da cooperação", afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em conferência de imprensa.
Trump tem estado ansioso para promover o regime de exportação de chips dos EUA. Em novembro, o governo dos EUA também aprovou a venda de chips Nvidia à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos em troca de uma série de compromissos de investimento na América, e o presidente já tinha levantado a ideia de aliviar as restrições à exportação em troca de um imposto de exportação.
Em agosto, tanto a Nvidia como a AMD concordaram em pagar ao governo dos EUA 15% das receitas geradas pelas vendas à China dos chips H20 e MI380, respectivamente.
O H20 é uma versão menos potente do chip H100 que cumpre os requisitos de exportação.
Mas o governo chinês reagiu em setembro, proibindo as empresas tecnológicas nacionais de comprarem o H20, afirmando que os chips eram uma ameaça à segurança nacional.
Na altura, a mudança de política de Trump suscitou preocupações. Um grupo de 20 especialistas em segurança nacional e ex-funcionários do governo enviou uma carta separada ao secretário de Comércio Howard Lutnick instando o governo Trump a reverter sua decisão, descrevendo o H20 como "um poderoso acelerador das capacidades de IA de fronteira da China, não um chip de IA obsoleto".
Alguns comentadores interpretaram a proibição da China como uma tática de negociação, argumentando que o H20 foi proibido para forçar os EUA a oferecer chips melhores e mais avançados.
Se é esse o caso, dependerá da China. O post de Trump no Truth Social afirma que "o presidente Xi respondeu positivamente!" à notícia, mas uma resposta oficial chinesa ainda não foi emitida.
A mudança é outra grande vitória para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, que tem falado abertamente sobre a intenção da empresa de recuperar a quota de mercado na China.
Huang tem feito um forte lobby contra políticas ou medidas que restringissem a venda de chips da empresa no exterior.
Na semana passada, os esforços de Huang voltaram a dar resultados quando foi noticiado que os legisladores iriam excluir a lei GAIN AI do projeto de lei anual sobre a política de defesa dos EUA.
O projeto de lei teria exigido que os fabricantes de chips, como a Nvidia, dessem prioridade a empresas e indivíduos norte-americanos na aquisição de chips que, de outra forma, exigiriam uma licença de exportação para serem enviados para o estrangeiro, limitando efetivamente a sua capacidade de vender a clientes não norte-americanos.
A mudança de política também é uma vitória para o principal conselheiro de Trump e cofundador do PayPal, David Sacks, que há muito vem argumentando que manter a preeminência dos EUA na IA exigiria a proliferação global de infraestrutura de IA desenvolvida nos EUA.
Mas Trump declarou que as novas e mais poderosas arquiteturas de chips, Blackwell e Rubin, não seriam incluídas no acordo.
*Texto traduzido e editado ao português por Bruno Faria
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