A empresa brasileira de telecomunicações TIM pretende fechar seus data centers até o final desse ano, informa o BNamericas.
Em agosto, a empresa havia migrado cerca de 85% das cargas de trabalho destinadas à nuvem. Desde então, a companhia concluiu a migração do seu sistema de cobrança online (OCS), uma das maiores cargas de trabalho da empresa de telecomunicações.
Tudo o que falta, segundo Auana Mattar, CIO da TIM, é o “processo de cauda longa e a migração de sistemas menores”.
A mudança OCS foi concluída em 15 de setembro de 2023 e é um dos elementos mais importantes das funções da TIM, pois significa que a empresa de telecomunicações é capaz de cobrar dos usuários pelos serviços em tempo real. O sistema, fornecido pela Huawei, originalmente deveria ter finalizado a migração em julho.
No total, a TIM está migrando dois data centers à nuvem: suas instalações em Santo André e no Rio de Janeiro. São mais de 8.000 cargas de trabalho e 16 petabytes de armazenamento. Depois de concluído, a empresa hospedará suas tecnologias analíticas no Google Cloud Platform. Seus bancos de dados e processos de back-end na Oracle e seus canais digitais e aplicativos de front-end serão hospedados no Azure da Microsoft.
A empresa anunciou seu projeto de migração à nuvem pela primeira vez em 2020 e em 2021 iniciou o processo, que ainda funcionava perfeitamente no início do ano.
Mattar diz que a migração permitiu à TIM lançar novos serviços mais rapidamente e a empresa começou a testar novas aplicações, incluindo IA generativa.
A TIM S.A. é uma subsidiária da Telecom Italia Group. A empresa opera no Brasil desde 1998, e até o final de Agosto de 2023 tinha 62,8 milhões de clientes. A empresa lançou seu data center em Santo André em 2004. O data center faz parte de um “hub tecnológico” que também inclui um call center, prédios administrativos, centro de documentação e subestação de energia e serviços. O hub custou R$ 262 milhões à época – aproximadamente R$ 759,8 milhões hoje.
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