Há cerca de um ano, a The Nature Conservancy iniciou uma parceria com as equipes de Sustentabilidade Ambiental e Inteligência Artificial da Microsoft. A ONG recebeu uma concessão de serviços em nuvem da Microsoft Philanthropies, realizada pela NetHope, uma organização que ajuda outras organizações sem fins lucrativos a melhorar seus conhecimentos e recursos de TI. A Nature Conservancy também trabalha com outras empresas de tecnologia, incluindo a Esri, uma companhia de software de mapeamento e análise espacial.
"A colaboração entre The Nature Conservancy e Microsoft ajudou a abrir novas portas para o que a organização sem fins lucrativos imaginou ser possível", conta Zach Ferdaña, gerente de programa da The Nature Conservancy. “Depois que obtivemos uma concessão para serviços de nuvem do Azure e começamos a trabalhar com o programa "AI for Earth", da Microsoft, nos usos ideais de sua infraestrutura de nuvem e Inteligência Artificial, começamos a perceber o quanto a API de serviços cognitivos do Azure poderia nos ajudar a aumentar o impacto de nosso planejamento de conservação.”
A equipe começou a debater como expandir os projetos existentes e iniciar novos projetos com a tecnologia – computação baseada na nuvem, IA, aprendizado de máquina, visualização de dados – agora na ponta dos dedos. “Comecei a me perguntar, como poderíamos levar nosso trabalho ao próximo nível”, lembra Mark Spalding, PhD, cientista sênior da The Nature Conservancy. “Meu primeiro pensamento foi que, com os avanços da tecnologia, poderíamos mostrar às economias locais como a natureza é valiosa. Se mostrássemos a eles onde a natureza proporciona retornos econômicos significativos, poderíamos fazer um trabalho muito melhor de persuadi-los a cuidar dela.”
A The Nature Conservancy apostou em grandes ideias, e foi por meio do trabalho com os especialistas “black belt” da Microsoft na equipe de IA, juntamente com os parceiros da Esri, que revelaram a maneira certa. A Microsoft organizou um workshop com representantes da The Nature Conservancy, Esri, Universidade da Califórnia em Santa Cruz, Spatial Development International e o Natural Capital Project para discutir as aplicações da API de serviços cognitivos do Azure e começar a descobrir como executar essas ambições.
“A IA pode ser uma força especialmente poderosa para organizações sem fins lucrativos. Essa tecnologia pode ajudar essas organizações a não apenas fazer mais com seus recursos limitados, mas também explorar maneiras totalmente novas de acelerar sua missão”, afirma Lucas Joppa, PhD, cientista ambiental chefe da Microsoft. “É exatamente por isso que lançamos o programa Microsoft AI for Earth: levar a tecnologia transformadora para as mãos das organizações que trabalham para proteger nosso planeta e as comunidades que dependem dos recursos ambientais.”
A gerente do programa afirma que a Transformação Digital da The Nature Conservancy não influenciou apenas os projetos existentes; inspirou a inovação e levou as equipes a considerarem caminhos nunca antes disponíveis. “Os novos recursos tecnológicos estimularam uma mudança de cultura na The Nature Conservancy para pensar em IA, recursos de nuvem e aprendizado de máquina”, conta. “Essa oportunidade criou um pipeline de projetos com um componente de IA, um impacto ilustrado na conservação e uma clara adoção pelos usuários. Estamos apenas começando.”
Para aproveitar dados abrangentes, detalhados e específicos de geografia, a The Nature Conservancy adotou os serviços em nuvem da Microsoft. O Microsoft Azure não apenas fornece uma plataforma flexível para armazenar e processar dados, também permite ferramentas como aprendizado de máquina e coleta de dados, que a equipe pode usar para entender melhor o estado dos recursos naturais do mundo e como eles podem proteger melhor o planeta.
Por exemplo, a iniciativa Mapping Ocean Wealth, da The Nature Conservancy, criou um aplicativo da web com tecnologia IA em colaboração com a Microsoft AI for Earth e a Esri. Depois que a equipe construiu o software e treinou o algoritmo, o aplicativo agora pode analisar imagens subaquáticas geo-marcadas, postadas no site de compartilhamento de fotos Flickr. Por meio do aprendizado de máquina, o aplicativo pode distinguir entre uma foto de mergulho e outra em uma piscina, por exemplo. Combinando a frequência e o número de fotos relacionadas a recifes de corais com outros dados (como gastos em hotéis próximos e licenças para operadores turísticos), os cientistas de dados são capazes de quantificar o valor dos recifes de coral, quilômetro por quilômetro.
"Esse tipo de análise e visualização seria impossível em escala mundial, se não fosse pela IA e o aplicativo da web impulsionado pelo Azure, diz Spalding. Agora podemos apertar um botão e, em questão de horas, processamos milhões de imagens", comemora Spalding.
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