A TERRANOVA anunciou a primeira etapa do Campus Campinas, que deverá se consolidar como um dos primeiros complexos de data centers sustentáveis da América Latina voltados especificamente ao processamento de Inteligência Artificial. O empreendimento está localizado no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), em Campinas (SP), e combina eficiência operacional, tecnologia de ponta e sustentabilidade.
O projeto adota a tecnologia de resfriamento líquido com circuito fechado de água, tornando o Campus Campinas o primeiro da região a implementá-la em escala. Segundo a empresa, a solução reduz o consumo de energia elétrica e praticamente elimina o uso de água no resfriamento dos processadores, o que a diferencia tecnologicamente e ambientalmente dos data centers convencionais. A sustentabilidade do empreendimento se apoiaria principalmente na eficiência energética: soluções de engenharia aplicadas aos projetos elétricos e mecânicos reduziriam a energia necessária por unidade de processamento, com impacto tanto na pegada de carbono quanto no custo operacional do campus.
Mauricio Giusti, Managing Director da Actis e CEO interino da TERRANOVA, afirmou que o início das obras representa um passo histórico para a companhia e para a infraestrutura digital da América Latina. Segundo ele, o complexo foi projetado especificamente para a era da IA, com capacidade voltada para hiperescalas globais e para tecnologias inovadoras de sustentabilidade. Giusti destacou ainda que o empreendimento coloca Campinas e o Estado de São Paulo no mapa global dos data centers e demonstra que a construção sustentável pode reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente.
O empreendimento ocupará um terreno de cerca de 944 mil m², dos quais aproximadamente 115 mil m² serão destinados à área construída e 285 mil m² preservados como áreas verdes ou doados ao município, além de equipamentos urbanos, como vias públicas e estações de tratamento de água e esgoto.
O local contará com uma subestação com capacidade inicial de 300 MW, com energização prevista para dezembro de 2027 e potencial de expansão até 1 GW. Em termos de capacidade computacional, o projeto prevê 216 MW de TI na fase inicial, com possibilidade de expansão futura para até 386 MW.
O investimento na construção e instalação do campus supera meio bilhão de dólares (2,6 bilhões de reais) na fase inicial, com aportes adicionais ao longo das etapas de implantação previstas até 2029, valor que tende a ser superado pelo investimento dos clientes finais em processadores e equipamentos.
A obra deverá gerar impacto econômico significativo na região: no pico da construção, estima-se a atuação de cerca de 3 mil trabalhadores, tanto na mão de obra direta quanto na indireta. Já na fase de operação, a expectativa é de cerca de 650 profissionais especializados em um horizonte de cinco anos, para o que a TERRANOVA pretende firmar parcerias com universidades e centros locais de pesquisa e de capacitação.
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