A Telefônica Brasil, também conhecida como Vivo, está transferindo 100% dos ambientes das esteiras de desenvolvimento, homologação e pré-produção para a Oracle Cloud Infrastructure (OCI).
Anunciado na semana passada, a empresa já migrou mais de 90% de seus dados para Oracle Database e Middleware. A Vivo pretende concluir o processo de migração até maio de 2023.
A OCI foi escolhida por sua compatibilidade com VMware por meio do Oracle Cloud VMware Solution (OCVS), que simplifica a infraestrutura de TI, rodando aplicações em ambientes virtualizados com máxima eficiência e sem nenhuma interrupção nos negócios.
Segundo a empresa, a migração reduzirá as despesas de OPEX de 18% a 25%, pois o custo de manutenção de equipamentos e imóveis desaparece. O anúncio da migração para a nuvem ocorreu dias antes da empresa divulgar seus resultados do quarto trimestre, que mostraram uma queda de 57,2% no lucro líquido.
A empresa também espera que a mudança melhore a agilidade. A CIO da Vivo, Denise Inaba, disse: “Os recursos da nuvem fornecem a agilidade que precisamos para acelerar os negócios, melhorar os serviços, responder rapidamente ao mercado e oferecer experiências aos clientes que atendam às suas expectativas”.
“Como duas empresas de vanguarda, Oracle e Vivo se conectam com o objetivo de acelerar a transformação digital, aproveitando as vantagens da nuvem como agente de aproximação com os clientes da operadora”, completa Moises Medeiros, vice-presidente de vendas de telecom e mídia da Oracle Brasil.
“Por termos uma estratégia e recursos multi-cloud, podemos ajudar a Vivo na geração de valor e melhor experiência, atendendo o exigente mercado de telecomunicações e as inovações, com a chegada do 5G, de forma efetiva.”
A empresa tem um relacionamento de longa data com a Oracle, em maio de 2021 transferiu os ambientes de desenvolvimento, homologação e pré-produção de seus dados em Campinas para a Oracle Cloud Infrastructure.
Enquanto a empresa usará a nuvem para suas aplicações, a Vivo parece ainda oferecer serviços de data center e espaço em suas quatro instalações: Tamboré 1, 2, 3 e Old Meadow, a primeira com 30MW de capacidade. As três unidades do Tamboré estão localizadas em São Paulo. Old Meadow está localizado em Curitiba. A DCD procurou mais informações sobre o que o futuro reserva para esses data centers.
Na última semana, a Oracle sofreu uma interrupção significativa em seus serviços de Domain Name System. A interrupção durou três dias e afetou os clientes do OCI Vault, API Gateway e Oracle Digital Assistant.
A empresa também anunciou um contrato de sete anos com a Uber, em 13 de fevereiro, que, recentemente, anunciou o encerramento de seus data centers e a migração para o Google Cloud e Oracle. A Uber usará o sistema de planejamento de recursos empresariais baseado em nuvem da Oracle e outros produtos de banco de dados para negócios de frete.
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