A Telefónica confirmou esta semana que vai retirar o fornecedor chinês Huawei das suas redes 5G em Espanha e na Alemanha.
A Reuters noticiou que a operadora espanhola vai eliminar gradualmente o equipamento 5G da Huawei das redes 5G dos dois países.
"Tanto na Alemanha como em Espanha, estamos reduzindo a nossa exposição à Huawei, seguindo as regras que temos nestes países", disse Emilio Gayo, diretor de operações, à Reuters, no passado 30 de julho.
A decisão da operadora é influenciada pela posição do governo sobre a Huawei nos dois países respectivos, já que a União Europeia tem pressionado os mercados para limitar o envolvimento do fornecedor na construção do 5G.
Em 2020, a Comissão Europeia (CE) instou os estados da UE a restringir "fornecedores de alto risco", como a Huawei, à medida que lançavam suas redes 5G nacionais.
Gayo disse à Reuters que a Huawei tem uma "exposição muito baixa" no mercado britânico.
O Reino Unido, a Dinamarca, a Suécia, a Estônia, a Letônia e a Lituânia proibiram a Huawei de participar nas suas infraestruturas de rede 5G. Embora já não faça parte da UE, o Reino Unido concedeu inicialmente ao fornecedor um papel limitado na sua construção 5G antes de proibir a empresa seis meses depois, em julho de 2020.
Apesar da pressão para eliminar gradualmente a Huawei, o governo espanhol concedeu recentemente ao fornecedor um contrato de escutas telefônicas de 12 milhões de euros (13,71 milhões de dólares).
A decisão da Telefónica de remover o kit 5G na Europa não se estende ao Brasil, no entanto, com o mercado não restrito ao uso de equipamentos Huawei.
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