O supercomputador Titan, o mais potente do mundo, é dez vezes mais potente que seu predecessor, o Jaguar, usando apenas 19% de energia a mais. O equipamento, que pertence ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, fez uma aposta atípica em sua composição: usa unidades de processamento gráfico (GPUs), para acelerar o rendimento.
Os GPUs foram criados, inicialmente, para melhorar os videogames. Segundo o Laboratório Nacional Oak Ridge (ORLN, em inglês), onde a máquina trabalha preparando simulações, as unidades gráficas são mais lentas, mas podem lidar com centenas de cálculos simultaneamente. O Titan é um sistema Cray XK7, com 300 mil núcleos de CPU.
Ele é baseado em processadores AMD Opteron série 6200 de 16 núcleos, e conta com um acelerador Nvidia Tesla GPU K20X, para o trabalho “pesado”. A capacidade do supercomputador chega a 24 quatrilhões de operações por segundo, em teoria. Mas para chegar ao topo da lista Top500, com os mais rápidos, o sistema alcançou 17,59 petaflops.
Para lidar com a novidade, o ORLN, que conta com um edifício com capacidade energética de 25MW, precisou atualizar suas infraestrutura elétrica. “Adicionamos um transformador de 3 MW a nossas instalações e instalamos alguns quadros elétricos mais”, revelou Buddy Bland, diretor da instalação. O laboratório foi construído na década de 1940, e fez parte do Projeto Manhattan, para desenvolvimento de bombas atômicas.
Por isso, segundo Bland, a perda de potência nesse local significaria o atraso no projeto de vários meses. “Por isso, a infraestrutura de serviços públicos foi desenhada para ser extremamente robusta sempre e contando com uma enorme quantidade de energia”.