Recém-chegada ao Brasil, a Stromasys, empresa europeia, que deseja expandir sua presença no país, já firmou três alianças estratégicas com parceiros locais: a MPE Soluções, provedora de soluções em tecnologia da informação; a DecTools, empresa focada nos parques de máquinas do mundo Digital e Compaq; e a Modulus TI, provedora de serviços de manutenção de hardware, suporte de software e soluções em TI. 
 
Até o fim do ano, a Stromasys pretende desenvolver estratégias para a região e construir relacionamentos com diversas empresas. A intenção é conquistar cerca de 20 parceiros para toda a região da América Latina. Como o Brasil é um dos principais mercados, a empresa pretende fechar, pelo menos, mais três alianças no país. O intuito é crescer 100% em 2017 e 2018.
Em entrevista exclusiva, Robert Ruiz, gerente-geral da Stromasys, fala dos planos da empresa para o Brasil.
 
DatacenterDynamics: Por que a Stromasys decidiu investir no Brasil?
 
Robert Ruiz: Para nós, a América Latina é um mercado muito importante - em que somente agora estamos dando foco -, principalmente devido à estratégia de expansão global; Agora o Brasil é um mercado-chave para a Stromasys. Desde janeiro deste ano, eu fui nomeado diretor geral para América Latina e Caribe com a missão de fortalecer nosso programa de parceiros. Especialmente neste primeiro ano, nos concentramos muito no Brasil e no México, que, devido ao tamanho do território e ao desenvolvimento de negócios, são fundamentais. Colômbia, Chile, Argentina, Peru e América Central são os mercados que vêm em seguida e onde também temos algumas alianças. Hoje temos 10 parceiros na região e esperamos fechar 2017 com, ao menos, 15 sócios experientes e capazes de satisfazer as diversas necessidades do mercado latinoamericano.
 
DCD: Gostaria que falasse um pouco da estratégia global e regional da Stromasys.
 
R.R.: Em toda a América Latina, alcançamos nossos clientes por meio de alianças estratégicas com canais locais que possuem ampla experiência em soluções de TI e muito conhecimento do seu próprio mercado; Essas parcerias são uma peça fundamental para a expansão da Stromasys e, desta forma, procuramos canais com os quais possamos fortalecer vínculos a longo prazo. Também é válido mencionar as alianças globais que possuímos, como é o caso com a HP Enterprise e a Oracle Cloud.
 
DCD: O que a empresa espera conquistar com a vinda para a América Latina, especificamente o Brasil?
 
R.R.: Lançamos o programa de parcerias em janeiro e já temos 10 sócios com vasta experiência e conhecimento das soluções e do mercado. O Brasil possui um extenso território, então acreditamos que entre 4-6 parceiros será mais do que o suficiente para atender a região. A empresa, então, deseja expandir sua presença no país e já assinou três alianças estratégias com parceiros locais: MPE Solutions, provedora de soluções para tecnologia da informação; DecTools, empresa focada nos parques de máquinas do mundo Digital e Compaq; e Modulus TI, fornecedora de serviços de manutenção de hardware, suporte de software e soluções de TI. Nesse momento, estamos conversando com outros canais que possuem interesse em nos representar no país. Alguns deles têm presença em toda a América Latina, nos oferecendo cobertura regional. Nosso produto tem um foco muito específico, portanto, é importante que tenhamos a quantidade adequada de parceiros para que todos tenham um negócio saudável. Além disso, também promovemos nossas alianças globais em toda a região, como é o caso com a HP Enterprise e a Oracle Cloud, que nos ajudam com suas capacidades e alcance na região.
 
DCD: Gostaria que falasse sobre a base de clientes da Stromasys, expectativas de crescimento, parcerias para a América Latina.
 
R.R.: Nosso objetivo é desenvolver um ecossistema de canais sólido na região. No início do ano lançamos o nosso programa de parceiros e queremos fortalecê-lo e estreitar esses relacionamentos com parceiros-chave em diferentes países da América Latina. Como eu disse anteriormente, esperamos fechar o ano com ao menos 15 canais especializados. Em termos de objetivos financeiros, pretendemos atingir um crescimento de 100% neste ano e no próximo. Na América Latina há um mercado capaz de sustentar esse tipo de crescimento por vários anos.
 
DCD: Quais são as tendências?
 
R.R.: De um ponto de vista do cliente e do mercado em geral, estamos passando pelo processo de transformação digital, em que Cloud, BigData, mobilidade, mídia social e segurança são os pilares desta mudança. Por meio de nossas soluções de emulação e virtualização, permitimos que esses sistemas legados participem deste processo de transformação digital sem serem esquecidos no passado. Afinal, esses sistemas ainda se encontram em produção e em ambientes críticos para o negócio.
 
DCD: Gostaria que falasse da história da Stromasys e em que países a empresa atua. 
 
R.R.: A Stromasys nasceu quando a divisão de desenvolvimento e migração de aplicativos da Digital Equipment Corporation se separou da Compaq em 1998 e, então, nossa empresa foi criada. Desde 1998, a Stromasys já implementou mais de 6.000 soluções de emulação e virtualização multiplataforma para empresas líderes em mais de 50 países e, para esse ano, a empresa planeja o crescimento em toda a América Latina. Por ser uma empresa europeia, a Stromasys se fortaleceu primeiro na Europa, nos Estados Unidos e, nos últimos anos, reforçou sua presença na Ásia-Pacífico com escritórios em Hong Kong. O objetivo da empresa é simplificar o suporte e as operações dos aplicativos legados (legacy) implementados nas máquinas VAX, Alpha, HP3000 e SPARC. Desta forma, a Stromasys permite que as empresas ampliem o ciclo de vida de seus negócios por meio da modernização e melhoria dos sistemas herdados. 
 
Nosso mercado natural são as empresas que, nos anos 80, 90 e início dos anos 2000, implementaram máquinas VAX, Alpha, HP3000 e SPARC, e possuem sistemas herdados que podemos emular e virtualizar e, assim, oferecer grandes economias em recursos de manutenção para as companhias. DEC, HPE e Oracle/Sun são exemplos de êxito ao vender esse tipo de sistema; Também podemos observar que estas máquinas foram instaladas principalmente em setores ligados ao governo, educação, comercial, financeiro, petróleo e operadoras de comunicação.