Conteúdo Arquivado

O conteúdo a seguir é de uma versão mais antiga deste site e pode não ser exibido corretamente.
O setor de economia da informação brasileiro, que trata a informação eletrônica como mercadoria e bem de produção, deve movimentar aproximadamente R$ 490 bilhões e fechar 2013 com até 147 mil empresas.
A projeção faz parte de um levantamento realizado pela Associação para Promoção da Excelência de Software Brasileiro - Softex, e teve apoio da Financiadora de Estudos e Projeto - Finep e do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br. O documento, que fez uso de dados obtidos de fontes oficiais contou com a cooperação técnica do IBGE e analisou o processo de convergência digital entre os setores da economia da informação, telecomunicações, tecnologia da informação e conteúdo e mídia, bem como os impactos causados, trazendo dados sobre a sua magnitude, composição, evolução e desempenho no Brasil.
 
Em 2010 o estudo revelou que a Economia da Informação representava 2% do total da força de trabalho do país, contando com 1,4 milhão de pessoas, entre empregados, autônomos e empregadores. Cerca de 80% desse total encontrava-se no mercado formal, possuindo registro trabalhista e/ou previdenciário. Comparativamente ao total de pessoas com carteira registrada no país, os profissionais ocupados na Economia da Informação possuem idade média mais baixa. Também em 2010, 7,6% do total da força de trabalho brasileira era de especialistas em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e usuários de TIC. A maioria, 4,2 milhões, era de usuários básicos de TIC.
No mercado de software e serviços de TI, o estudo aponta que as oportunidades para empresas de capital nacional encontram-se em mercados de nicho e no atendimento a clientes de pequeno e médio porte, um universo expressivo, em franco crescimento, mas ainda pouco explorado pelas grandes fornecedoras de tecnologia por questões de escala. O perfil dos clientes e as suas restrições de recursos para investimentos em TI, bem como para acesso à infraestrutura e equipamentos, tendem a limitar a possibilidade de oferta de soluções com alto conteúdo tecnológico.
 
Em termos de diretrizes futuras para o setor, o trabalho indica que planos de ação poderiam ser direcionados para pequenas e médias empresas (PMEs) de software e serviços de TI, buscando o fortalecimento dos seus negócios. Para tal, são necessários recursos para o mapeamento do mercado, a identificação e a aquisição de empresas complementares, a expansão de canais de comercialização e a melhoria de produtos e serviços.