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No dia 1º de setembro, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) vai lançar o primeiro serviço de computação em nuvem do governo federal. O anúncio foi feito pelo Diretor-
 
Presidente do Serpro, Marcos Mazoni, durante o Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi).
O ambiente vai abrigar sistemas para o Programa Cidades Digitais, e serão oferecidas soluções de educação, atendimento médico hospitalar, gestão e comunicações para cerca de 200 municípios brasileiros.
De acordo com o Serpro, antes eram necessários oito dias para entrega dos servidores e, com a nuvem, esse tempo será reduzido para cinco minutos.
 
Para o presidente do Serpro, a nuvem brasileira está estável e preparada para um acesso três vezes maior que o previsto.
Segundo ele, o governo brasileiro tem que trabalhar com softwares auditáveis, e que não tenham compromisso com outros países. “Queremos reforçar a soberania nacional. A nuvem aumentará a segurança com os códigos, que serão abertos e auditáveis, e com isso poderemos administrar a solução”, declarou o Diretor-Presidente do Serpro.
 
A tecnologia enfrentará alguns desafios, como a necessidade de arquitetos para construção de sistemas no novo modelo e permitirá a troca de informações entre nuvens diferentes, evitando a sensação de rompimento entre um ambiente e outro.
Manzoni também comentou a informação de que o Brasil teria sido espionado pelos Estados Unidos e a notícia recente de que a Google, empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos, reconheceu que é impossível dar garantias de segurança à privacidade dos usuários. 
 
"Saímos daqui mais aliviados, a tese de que éramos um monte de paranóicos se desmonta. A declaração da Google é apenas o termo de aceite do Gmail. Está escrito que os dados não são confidenciais, são passíveis de serem repassados ao governo norte-americano. Tudo isso reforça a tese da nuvem. As informações estarão dentro dos nossos servidores, mais do que isso, dentro de uma empresa que tem compromisso com a sociedade brasileira", reforçou. 
 
Entre os desafios a serem enfrentados com o uso da tecnologia, está a necessidade de arquitetos para construção de sistemas no novo modelo. Outro ponto é permitir uma troca de informações entre nuvens, evitando a sensação de rompimento entre um ambiente e outro.