A rede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) alcança todos os Estados brasileiros, e é sustentada por equipamentos críticos de alto desempenho, opera ambientes de longa distância e internet. Desde o início de 2015, o Serpro vem promovendo uma completa atualização dessa infraestrutura, o que envolveu investimentos da ordem de R$ 30 milhões em novas tecnologias, além do aprimoramento da gestão de custos, contratos e serviços. O atual ciclo de renovação segue até o final deste ano, com a conclusão do projeto de reformulação da arquitetura de rede, que assumirá a forma de anéis regionais, em lugar da antiga arquitetura em estrela, centralizada em Brasília. O novo desenho oferece vantagens, como maior índice de redundância e maior possibilidade de controle de tráfego.
 
O backbone do Serpro abrange todo o país e possui links que vão de 30 Mbps nos estados da Região Norte, a 4 gigabits por segundo (Gbps), no tráfego redundante entre os data centers de Brasília e São Paulo. 
 
 
 
 
De acordo com Weldson Queiroz de Lima, gerente de Operações do Serpro, a comparação com o mercado é um exercício importante para a compreensão das particularidades do Serpro. Segundo ele, em 2003, a capacidade de vazão do backbone da empresa era de 567 megabits por segundo (Mbps). Três anos depois, esse número quase dobrou, chegando a 1.015 Mbps. Em 2008, com a implantação do Multiprotocol Label Switching (MPLS), que permite um serviço unificado de transporte de dados para aplicações baseadas em comutação de pacotes ou comutação de circuito, a capacidade do backbone quadruplicou, alcançando 4.354 Mbps.
 
"Já em 2015, nossa vazão alcançou 10.461 Mbps. E esse valor será ampliado assim que concluirmos a implantação de todos os circuitos contratados na última licitação, que diga-se de passagem, conseguiu aliar a modernização com uma redução de custos da ordem de 70%", destaca.