Até 2050, 50% dos atuais edifícios ainda estarão ativos. Essa perspectiva está levando os edifícios comerciais a digitalizar seus ativos, incluindo a modernização dos sistemas de automação predial. É o que indica a pesquisa “A Internet das Coisas em Edifícios Comerciais Inteligentes 2020 a 2025”.
De fato, a tecnologia de Internet das Coisas (loT) para edifícios deve aumentar de 1,7 bilhão de dispositivos conectados existentes em 2020 para 3 bilhões até 2025. À medida que esses prédios comerciais evoluem para edifícios inteligentes, eles compartilham pelo menos uma característica em comum: o aumento da exposição a riscos.
Visando contribuir com a redução desse tipo de risco, a Schneider apresentou a oferta de Soluções de Cibersegurança para Edifícios, projetada em conjunto com a Claroty, que inclui as seguintes etapas: descoberta de ativos, mensuração de riscos, controle de acesso remoto, detecção e resposta a ameaças. De acordo com a empresa, ela dará aos proprietários de empreendimentos, operadores de instalações e equipes de segurança uma solução simples, sem carga de trabalho, que identifica linhas de riscos, além de identificar, diminuir e corrigir continuamente as ameaças cibernéticas e de ativos em seu ambiente antes que os serviços sejam interrompidos.
Segundo Marcos Felicio, arquiteto de soluções para Healthcare, Real Estate e Hotels na Schneider Electric para América do Sul, vem crescendo o número de aplicações que deixam os muros internos das companhias seguindo para a liberdade de alcance sem limites dos softwares em nuvem, seja em Data Centers próprios ou os grandes Cloud & Server Providers.
“Podemos dizer, sem medo de errar, que os sistemas de automação predial (BMS ou Building Management System) estão entre essas aplicações que trilharão a rota de deixar o ambiente interno da engenharia e manutenção para o acesso de qualquer lugar do planeta. Afinal, os administradores prediais, os engenheiros responsáveis e até as equipes de operação e manutenção cada vez mais têm a necessidade de acompanhar o desempenho e as ocorrências que afetam a infraestrutura predial que podem afetar o negócio a qual este ou aquele edifício está destinado. O problema está no risco que essa abertura pode trazer expondo pontos que podem ser vulneráveis e se tornam alvos de cibercriminosos”, comenta Felicio.
De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo World Economic Forum em 2021, 57% dos dispositivos loT são vulneráveis a ataques de média ou alta gravidade e os ciberataques já foram prejudiciais para várias empresas, incluindo as com infraestrutura crítica, como hospitais, data centers e hotéis. Para solucionar os desafios de segurança, os edifícios inteligentes devem encontrar meios de proteger tanto o acesso aos sistemas de TI da empresa, quanto a infraestrutura de missão crítica.
“A integração de loT nos edifícios gera uma mudança empolgante em todo o setor, mas, como em qualquer inovação, também apresenta novos riscos”, afirma Annick Villeneuve, vice-presidente de Soluções Digitais Empresariais da Schneider Electric. “Para agentes de ameaças que buscam interromper as operações, se beneficiar financeiramente e/ou alcançar outros objetivos e, ao fazê-los, colocam indivíduos em risco, os edifícios podem parecer o alvo perfeito. Tendo isso em mente, firmamos a parceria com a Claroty para levar aos nossos clientes uma solução abrangente e líder do setor que atende aos riscos de segurança e de operação enfrentados pelos edifícios atuais e do futuro”, completa.
Além disso, os gerentes de instalações supervisionam centenas de fornecedores, prestadores de serviços e técnicos de forma fragmentada, aumentando a complexidade e o risco. Segundo Villeneuve, quando se trata de proteger sistemas ciberfísicos, incluindo o BMS, a prioridade é manter os processos operacionais e seguros.
“Ao fundir a profunda experiência de domínio da Claroty e a tecnologia desenvolvida especificamente com os renomados serviços da Schneider Electric e o compromisso de impulsionar a transformação digital globalmente, estamos capacitando nossos clientes a colher os benefícios das tecnologias de construção inteligentes sem aumentar sua exposição ao risco cibernético, dando um passo para criar um futuro mais eficiente e sustentável para o mundo”, comenta Keith Carter, vice-presidente de Alianças Mundiais da Claroty.
Fonte: Schneider Electric
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