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Um dos estudos de caso apresentados durante o primeiro dia da conferência DataCenter Dynamics Brasil foi a transferência de datacenter feita pela Schneider Eletric nos Estados Unidos. A empresa francesa mudou seu datacenter para Saint Louis e aumentou a área ocupada de 450metros quadrados para 600 metros quadrados, aumentando a eficiência da operação na América do Norte.

Para Mark Brenno, gerente de Marketing de Produto da Schneider Eletric, vivemos em escassez de energia e pensar o datacenter envolve as operações de TI e o gerenciamento de energia. A empresa precisou desenvolver soluções integradas para abastecer o datacenter da fornecedora francesa, cujo faturamento bateu a casa dos 20 bilhões de euros em 2010.

Segundo Brenno, umas das soluções foi a refrigeração InRow, para abaixar a temperatura do datacenter perto da fonte de geração de calor. Outras medidas foram a contenção do fluxo de ar quente e a medição da temperatura de água gelada. Em termos estruturais, o datacenter foi pensado de forma modular.

Com a crise financeira de 2009, o projeto foi modificado. O datacenter passou a ocupar uma área 33% menor e a usar 50% menos energia do que o previsto no desenho original. O índice de eficiência de uso de energia (PUE, na sigla em inglês) permaneceu em 1,35. Nesse índice, quanto mais próximo de 1, mais eficiente é o datacenter.

De acordo com Brenno, uma das estratégias foi o monitoramento em tempo real da eficiência do datacenter. Usando recursos de virtualização, o sistema tem uma densidade de 5,8 Kw/rack. Cerca de 67% dos servidores são virtualizados e o datacenter tem uma disponibilidade de 99,98% - apenas uma hora fora de funcionamento a cada ano.