A Schneider Electric, especializada em tecnologia de energia, e a AVEVA, fornecedora de software industrial, avaliam que a indústria entra em uma nova etapa da transformação digital. Depois de anos investindo na digitalização de ativos, processos e operações, o desafio passa a ser aproveitar o grande volume de informações gerado diariamente para apoiar decisões mais rápidas, eficientes e sustentáveis.
Levantamentos publicados pela Forbes indicam que esse potencial ainda é pouco explorado. De acordo com o estudo "AIoT: The Key to Unlocking Business Value From Industrial Data", até 73% das informações coletadas pelas empresas não são utilizadas de forma eficaz. Outra pesquisa, intitulada "Data Management Poses Major Challenges and Issues for Companies: New Study", aponta que 76% dos líderes de negócios têm dificuldade em compreender e extrair valor dos dados disponíveis.
A oferta conjunta das duas companhias reúne a experiência da Schneider Electric em automação, eletrificação, digitalização e eficiência energética com as soluções da AVEVA para gestão de dados industriais, gêmeos digitais, analytics avançado e IA. Segundo as empresas, a proposta é reduzir os silos entre as áreas e oferecer uma visão mais ampla e contextualizada de processos, ativos e sistemas.
Carlos Selestrin, diretor de Industrial Automation da Schneider Electric, afirmou que a indústria gera cada vez mais dados, mas que os resultados não decorrem apenas da digitalização. Para ele, o diferencial está em conectar operações, energia, automação e informações de forma estruturada, de modo que esses elementos sustentem a tomada de decisão e contribuam diretamente para o negócio.
As soluções da AVEVA concentram dados industriais, visualização de processos, analytics, IA e gêmeos digitais em uma camada comum, integrando informações de diferentes sistemas. Segundo a empresa, plataformas abertas facilitam a conexão entre ambientes industriais e corporativos, gerando ganhos em colaboração, governança e escalabilidade.
Claudio Muller, diretor de Vendas da AVEVA para o Brasil, ressaltou que a IA só gera valor quando há uma base sólida de informações operacionais confiáveis e contextualizadas. De acordo com o executivo, o papel da companhia é ajudar as empresas a organizar esse conhecimento e disponibilizá-lo às equipes, ampliando a produtividade, a sustentabilidade e a capacidade de inovação.
Para Selestrin, a evolução do setor depende da integração entre o mundo físico das operações e as capacidades do ambiente digital, o que permite que os processos respondam com mais agilidade às mudanças e evoluam continuamente com base nos dados disponíveis.
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