Um passo importante para que haja comunicação entre as Centrais Elétricas. É com este foco que a Eletrosul fechou parceria com a Telebras. O SGDC, Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas será responsável pela comunicação de dados entre a sede e as centrais elétricas da empresa. Os testes foram iniciados no último mês de dezembro.
 
Para o presidente da Telebras, Maximiliano Martinhão, a contribuição do SGDC para o país é abrangente e fundamental em todas as áreas que necessitam de tecnologia. “A Eletrosul, por exemplo, é a empresa responsável por aproximadamente 10% do sistema de transmissão do país. Contribuir para o bom andamento deste serviço é também nosso papel como provedores de telecomunicação. A Companhia, através do SGDC, está pronta para colaborar como facilitadora dos processos de gestão em telecomunicações”, lembra Martinhão.
 
A parceria tem como meta reforçar o sistema redundante de fibra óptica, aumentando a eficiência, a rapidez na detecção de problemas e a confiabilidade do sistema elétrico.
 
O objetivo inicial é alcançar teleassistência em tempo real entre a sede operacional da Eletrosul em Florianópolis (SC) e sua Subestação na cidade de Ivinhema (MS).
 
Após a conclusão da fase experimental, está prevista a expansão da teleassistência via Satélite para outros Centros de Operação, que são responsáveis pela gestão ininterrupta do sistema de transmissão da empresa.
 
“Hoje, a Eletrosul é referência nacional em teleassistência na operação de ativos do setor elétrico, com sistemas ópticos, redundantes e de sua propriedade. Com a incorporação da tecnologia de comunicação via Satélite, proporcionaremos maior robustez ao sistema de operação remota, eliminando os riscos de falhas na conexão com os ativos de transmissão da empresa”, destaca o diretor de Operação da Eletrosul, Rogério Bonini Ruiz.
 
SGDC
 
Dedicado às comunicações do governo brasileiro e integralmente controlado pelo Brasil, o Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), foi lançado em maio de 2017, da base de Kourou, na Guiana Francesa. Do centro de controle local, em Brasília (DF).
O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões. 
 
O SGDC é o primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – especialmente em áreas remotas –, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do equipamento, de uso exclusivo das Forças Armadas.