A RNP acaba de firmar um acordo de cooperação técnica com a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), para o compartilhamento de infraestrutura ótica em toda Região Nordeste, tendo como suporte as linhas de transmissão da companhia. A parceria permitirá acelerar a oferta de infraestrutura de alto desempenho para educação e pesquisa e beneficiar o acesso à internet de alta velocidade da comunidade acadêmica, incluindo centros de pesquisa, faculdades, institutos superiores, hospitais de ensino e centros de educação tecnológica.
 
O convênio com a Chesf beneficiará diretamente 39 campi de instituições federais atendidas pela rede acadêmica, em nove estados da região coberta pela infraestrutura de fibra ótica da Chesf. “Esse é um meio de alcançar alunos, professores e pesquisadores que trabalham diretamente com aplicações de colaboração a distância, como o supercomputador em Petrópolis (RJ), por exemplo. Vamos construir uma infraestrutura de classe mundial, que será o principal elemento de geração de conhecimento no país e no interior desses estados”, declara o diretor-geral da RNP, Nelson Simões.
 
Com o avanço na infraestrutura de telecomunicações, a Chesf garantirá maior confiabilidade para atendimento à operação e manutenção de seu sistema elétrico, que é formado por uma malha de linhas de transmissão, que chega a 20 mil km. O presidente da Chesf, Miranda de Farias, afirma que essa infraestrutura de fibra ótica, de longa distância, pode atingir grande capilaridade. “Mais do que oferecer energia elétrica, queremos contribuir para conectar pessoas a esse desenvolvimento econômico e social”, diz o executivo.
 
Com o acordo, serão beneficiados alunos, professores, pesquisadores e servidores administrativos alocados na rede federal de ensino e pesquisa do Nordeste. Esses usuários poderão desfrutar não apenas de infraestrutura de internet de alta capacidade, como também de todos os serviços oferecidos pela RNP à comunidade acadêmica.
 
Com duração de 20 anos, o acordo prevê investimentos das partes. A RNP direcionará recursos, nos próximos quatro anos, para o desenvolvimento da nova geração da rede Ipê, uma infraestrutura de rede dedicada à comunidade brasileira de ensino superior e pesquisa, gerenciada pela organização. Serão cerca de R$ 42 milhões investidos, ampliando a infraestrutura cedida sem ônus pela Chesf, e evitando custos anuais da ordem de R$ 24 milhões.
 
Em longo prazo, o convênio também apoiará as iniciativas dos estados do Nordeste de interiorização de redes, conectando universidades e institutos estaduais, estabelecidos no âmbito do Programa Veredas Novas, iniciativa do MCTIC e do Conselho dos Secretários de Estado para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti).