O Rio de Janeiro se converterá em um hub de data centers. Esse foi o anúncio da Prefeitura do Rio de Janeiro e o Governo Federal. A notícia foi comunicada pela ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, durante o seminário de Governança e Estratégias Públicas em Inteligência Artificial, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O Rio de Janeiro pretende se transformar em um hub de data centers e inteligência Artificial na América Latina e, para isso, a prefeitura do Estado e o Governo Federal assinaram um memorando de entendimento que terá, além do governo, a participação do BNDES, Eletrobras e Finep como signatários.
O projeto Rio AI City - nome dado à iniciativa-, coloca o Estado em uma posição de vantagem para atrair empresas estrangeiras para a construção de data centers de alta capacidade, além de investimentos de empresas de tecnologias.
O diretor do BNDES, Nelson Barbosa, lembrou que o Brasil já superou grandes desafios no passado com o apoio de políticas públicas persistentes e que o mesmo caminho pode ser trilhado na era da inteligência artificial.
“Fizemos isso no passado, podemos fazer isso no futuro. É fundamental investir não só em infraestrutura física, mas também em capital humano”, afirmou.
Além da atração de investimentos e instalação de data centers, o projeto prevê a formação e capacitação de profissionais especializados, em alinhamento com o PBIA. O MCTI apoiará a qualificação de recursos humanos e as empresas fabricantes de equipamentos para data centers, beneficiadas pela Lei de TICs, deverão ampliar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
O projeto representa um passo estratégico para posicionar o Brasil como protagonista no cenário internacional da inteligência artificial e da economia digital.
A iniciativa, operada pela Elea Data Centers, de acordo com InvestRio, consolidará a cidade como a capital da tecnologia e da inteligência artificial ao entregar uma capacidade energética inicial de 1,5 GW, a partir de 2026, com a possibilidade de alcançar até 3,2 GW em fases futuras.
O Seminário
O seminário antecede a 17ª Cúpula de Líderes do BRICS e reuniu autoridades como a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o diretor do BNDES, Nelson Barbosa. A programação abordou temas como governança de IA, políticas públicas, infraestrutura sustentável e perspectivas globais da tecnologia.
Durante sua participação, Luciana Santos destacou o compromisso do governo federal em colocar a inteligência artificial a serviço do desenvolvimento nacional com justiça social. Ela ressaltou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028 e já tem aproximadamente 31% das ações concluídas ou em andamento.
“O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está comprometido em colocar a inteligência artificial a serviço de um projeto nacional, de crescimento com justiça social e equidade. Isso exige visão estratégica, coordenação entre setores e investimentos robustos”, afirmou a ministra Santos.
A ministra Esther Dweck também enfatizou a necessidade de utilizar o avanço digital como ferramenta para reduzir desigualdades sociais e fomentar o desenvolvimento do país. Para ela, a articulação entre os setores público e privado será essencial para que o Brasil acompanhe a transformação tecnológica global de forma inclusiva.
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