A Renova Energia anunciou a nomeação de João Antônio Rodrigues da Cunha para o cargo de Chief Financial Officer (CFO). O executivo passa a ocupar a função que vinha sendo exercida interinamente por Pedro Aparício desde julho de 2025. Segundo a companhia, a mudança integra o processo de fortalecimento da governança e da estrutura administrativa, em linha com a fase de reorganização após a recuperação judicial.
João Cunha tem mais de 15 anos de experiência em finanças corporativas, mercado de capitais e fusões e aquisições, com trajetória marcada pela atuação no setor elétrico brasileiro. Ao longo da carreira, conduziu operações de captação de recursos e transações estratégicas nos mercados público e privado, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. É formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui MBA pelo MIT Sloan School of Management, do Massachusetts Institute of Technology.
Em comunicado, a Renova Energia agradeceu a Pedro Aparício pelo período em que atuou como diretor financeiro interino. A companhia destacou que sua experiência internacional de mais de duas décadas contribuiu para o fortalecimento da gestão financeira e do relacionamento com investidores.
A Renova Energia anunciou uma iniciativa estratégica voltada à integração entre a geração renovável e a infraestrutura digital no complexo eólico Alto Sertão III, na Bahia. Segundo a companhia, o projeto busca otimizar o uso da energia produzida e ampliar a flexibilidade operacional. Cunha destacou que a medida está alinhada às demandas crescentes do mercado e ao objetivo de gerar valor sustentável no longo prazo.
A Renova Energia anunciou investimentos em data centers instalados próximos às suas usinas de geração em Igaporã, na Bahia, com o objetivo de reduzir o impacto do curtailment — situação em que a energia produzida não pode ser escoada pela rede de transmissão. Para viabilizar a iniciativa, a companhia já assegurou contratos de uso do sistema de transmissão junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que totalizam 81 megawatts de capacidade. Esses contratos são de longo prazo e indexados em dólar, o que proporciona maior previsibilidade financeira. Além disso, a empresa projeta ampliar seu portfólio de geração e consolidar novas operações até 2026, em linha com sua estratégia de recuperação e crescimento sustentável. Após a saída do processo de recuperação judicial, a Renova alongou sua dívida, com vencimentos concentrados em 2034 e 2035, medida que oferece maior fôlego para a realização de novos investimentos.
O movimento da Renova Energia acompanha a expansão dos data centers no Brasil, segmento que apresenta demanda crescente por energia elétrica e tem buscado contratos de longo prazo com fornecimento de fontes renováveis. Essa tendência é considerada uma oportunidade estratégica para empresas de geração limpa, como a Renova, que atualmente possui 432 megawatts em operação e um portfólio com potencial superior a 12 gigawatts, concentrado principalmente no Nordeste. A companhia desenvolve, implanta e opera projetos exclusivamente renováveis, abrangendo geração eólica, solar e híbrida, com sistemas de armazenamento. Além disso, oferece uma plataforma completa de soluções energéticas no modelo energy as a service, com atuação no Mercado Livre e foco em liderar o processo de abertura total do setor, direcionando atenção especial ao varejo e a segmentos de alta demanda, entre eles os próprios data centers.
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