A Qualcomm anunciou na terça-feira, 2 de maio, a criação da marca Dragonfly, voltada ao mercado de data centers e ao segmento de infraestrutura para inteligência artificial, informa o site Tudo Celular. A confirmação foi feita em uma publicação nas redes sociais, acompanhada de imagens de servidores, e mais detalhes devem ser apresentados em 24 de junho, durante o encontro anual com investidores.

Algumas informações já haviam sido antecipadas pelo CEO Cristiano Amon durante a Computex 2026, em Taipei. Segundo ele, a linha Dragonfly será direcionada a data centers de grande escala e contará com três categorias principais de produtos: processadores centrais, aceleradores de inferência de IA e chips de aplicação específica.

A expectativa da empresa é que a nova divisão gere bilhões de dólares em receita a partir do ano fiscal de 2027, que se inicia em setembro deste ano.

Os aceleradores de IA da linha Dragonfly, identificados como AI200 e AI250, foram apresentados com a promessa de reduzir o consumo de energia em até 70% em relação a placas de vídeo tradicionais. O modelo AI200 deve chegar ao mercado ainda este ano, equipado com 768 GB de memória de baixo consumo. Já o AI250 está previsto para 2026, com uma arquitetura que amplia a largura de banda em até 10 vezes.

A Qualcomm já firmou um acordo de fornecimento com a Humain para apoiar a construção de um grande data center ainda em 2026. No segmento de chips de aplicação específica, as primeiras unidades devem ser enviadas nos próximos meses. Relatos da imprensa internacional apontam a chinesa ByteDance como principal cliente em um contrato de longo prazo para milhões de componentes.

Com o lançamento da plataforma Dragonfly, a Qualcomm passa a atuar em todas as frentes de seu ecossistema tecnológico, oferecendo desde chips de baixo consumo para wearables até processadores para PCs, veículos conectados e data centers em larga escala.