O projeto Nuvem USP, que teve investimento de R$ 200 milhões em um sistema baseado em cloud computing e iniciou com a implementação de um novo sistema de e-mail, chega a segunda fase com a disponibilização para as seções técnicas de informática das unidades e órgãos a um ambiente de testes para a criação de servidores virtuais.
A previsão é de que a nova fase dure 30 dias, para que os setores avaliem as vantagens, testem as funcionalidades e cadastrem usuários, multiplicando o número de agentes. A etapa ainda servirá para mapear as dificuldades encontradas pelos usuários. Um manual eletrônico estará acessível pelo endereço https://wiki. uspdigital.usp.br/nuvem/, que ainda contém fórum de discussões.
“Nesta gestão, é decisão estratégica envidar investimentos nas mais variadas áreas da Universidade. No que se refere à computação, a implantação do projeto Nuvem USP tem como objetivo igualar nossa Instituição às grandes universidades do mundo”, ressalta o reitor João Grandino Rodas.
Segundo comunicado da instituição, a Nuvem USP ajudará na gestão de TI, que passará a ter servidores virtuais, economizando na compra de equipamentos, nos gastos com manutenção, no consumo de energia elétrica e de água, nos investimentos em segurança patrimonial, no espaço físico e em recursos humanos.
O sistema também deve facilitar o monitoramento e o gerenciamento dos servidores virtuais, o controle dos backups e a adequação à necessidade real de processamento e armazenamento da Unidade, eliminando gastos com equipamentos ociosos ou superdimensionados.
“A USP espera que haja uma grande adesão da ideia e que as Unidades comecem a explorar e a fazer uso do serviço. Criamos uma grande infraestrutura e agora esperamos que as Unidades analisem as vantagens oferecidas pelo sistema”, explicou o superintendente de TI, Gil da Costa Marques. O lançamento definitivo do sistema está previsto para acontecer no final de fevereiro.
A migração dos servidores físicos para os servidores virtuais deverá acontecer paulatinamente, mas certamente o compartilhamento de recursos e a redução de desperdícios já acarretarão em economia para a Universidade. Outro ponto importante é que, como as informações ficam armazenadas em equipamentos próprios da USP, há a garantia de maior segurança do patrimônio intelectual gerado no ambiente acadêmico.