Amanhã, dia 16/7, será lançado oficialmente o Amazônia Conectada, um programa interagências que utilizará os leitos dos rios da bacia amazônica para a instalação de uma rede de fibra ótica. O Exército Brasileiro, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a Companhia de Processamento de Dados do Amazonas S/A (Prodam), a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipaam) se uniram para levar conectividade em múltiplos gigabits para organizações militares, instituições de educação e pesquisa, órgãos públicos estaduais e para atendimento à população do interior do estado de Amazonas.
 
A partir desse programa, que pretende estender redes subfluviais óticas em cerca de 7 mil km nos principais rios da Amazônia, a região usufruirá de uma série de serviços de rede de dados com a mesma qualidade que as capitais, como internet banda larga, telemedicina, ensino a distância, e diversas outras aplicações na área de saúde, segurança pública, trânsito e turismo. Além disso, estão previstas melhorias nas comunicações militares na fronteira, com ganhos para a defesa nacional.
 
A cerimônia será realizada às 10h (11h no horário de Brasília), no Comando Militar da Amazônia, em Manaus. Foram convidados para a solenidade o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, governadores dos Estados do Amazonas e do Pará, além do Comandante Militar da Amazônia e de autoridades/representações institucionais Federais, do Estado do Amazonas e do Exército Brasileiro.
 
“Várias organizações foram chamadas pelo MCTI, em 2012, para formular um Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, a partir de uma pergunta básica: como é que ciência, tecnologia e a inovação devem se estruturar, orientar seus esforços para promover o desenvolvimento da região amazônica? Ampliar as condições de acesso em banda larga na região foi consagrado como uma das principais linhas de ação, e o chamado ‘Projeto Amazônia Conectada’, visa estender esse acesso à todas as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da região, no período 2014-2018.  Com seus Pontos de Presença nas capitais de todos os estados que compõem a Região Amazônica, além de redes metropolitanas de fibra ótica no Amazonas, Pará e Amapá, a RNP propôs, em 2014, um projeto: demonstrar um novo modelo de infraestrutura para a região, explorando o potencial dos cabos subfluviais, inicialmente em 220 km entre Coari e Tefé. Estamos muito felizes que esse projeto tenha sido viabilizado pelo Exército Brasileiro. O potencial dessa completa infraestrutura de rede na região, poderá levar conectividade, direta e indiretamente, para mais de 160 instituições de ensino e pesquisa da Amazônia. Ou seja, o programa tem grande impacto na geração de conhecimento e recursos humanos qualificados na região, promovendo o seu desenvolvimento científico, econômico e social”, afirma o diretor-geral da RNP, Nelson Simões.