A Presidência da República publicou, no último mês de dezembro, a Medida Provisória nº 662 destinando crédito extraordinário de R$ 404,755 milhões para a Telebras. O dinheiro será integralmente utilizado na construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto estratégico para as comunicações civis e militares brasileiras visa garantir soberania nacional e vai integrar a rede da Telebras.
De acordo com o Portal da Telebras, o projeto do SGDC está orçado em R$ 1,8 bilhão. O satélite está em fase de construção na França, pela empresa Thales Alenia Space, que venceu a seleção internacional de fornecedores, promovida pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Telebras e Embraer, que atua como empresa integradora do projeto. Além disso, viabiliza e participa do processo de absorção da tecnologia, o que contribuirá para o aumento da quantidade de profissionais qualificados na área espacial, fomentando o desenvolvimento tecnológico nacional nessa área. A execução do Plano de Absorção e Transferência de Tecnologia será conduzida pela Agência Espacial Brasileira – AEB.
A Telebras vai operar a Banda Ka (civil – comercial) do satélite e o Ministério da Defesa a Banda X (militar). Além de garantir segurança às comunicações militares e estratégicas de governo, o SGDC pretende atender às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga, levando conexão de alta velocidade com baixo custo baixo aos municípios mais remotos, aonde a rede de fibra óptica da Telebras não abrange. Com a construção do satélite, o objetivo é garantir também, a segurança das comunicações na área do pré-sal, a chamada Amazônia Azul.
Estima-se que o satélite servirá para atender a mais de 2 mil municípios, em complemento à rede terrestre da Telebras, em especial na região Norte do país.
De acordo com a Telebras, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas trará total segurança às comunicações estratégicas do governo e às comunicações militares. O controle será realizado no Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob a coordenação da Telebras e do Ministério da Defesa.
A previsão é de que o satélite esteja pronto no final de 2016, pela empresa Arianespace, na base espacial da Guiana Francesa.