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Portugal Telecom, Oi, AG Telecom, LF Tel e respectivas holdings assinaram, hoje, um acordo de fusão entre a PT, a Oi e as Holdings da Oi, com vista a constituírem uma única e integrada sociedade cotada brasileira (“CorpCo”).
De acordo com o site da PT, a operação de fusão é uma consequência natural da aliança industrial entre a Portugal Telecom e a Oi, estabelecida em 2010, criando um operador de telecomunicações líder gerido por Zeinal Bava como CEO 
Como parte da transação, a Oi propõe a realização de um aumento de capital em dinheiro com um mínimo de 7,0 milhões de reais, com a finalidade de melhorar a flexibilidade do balanço da CorpCo. Os acionistas da Telemar Participações S.A. (“Tpart”) e de um veículo de investimento gerido pelo Banco BTG Pactual S.A. (“BTG Pactual”), subscreverão aproximadamente 2,0 milhões de reais do aumento de capital em dinheiro.
 
Considerando os dados financeiros reportados para o exercício de 2012 da PT e da Oi, as receitas da CorpCo ascenderam a 37,5 milhões de reais, com um EBITDA de 12,8 milhões de reais e um cash flow operacional de 4,2 milhões de reais. 
Considerando uma base proforma o aumento de capital na CorpCo estimado de 8,0 mil milhões de reais, a dívida líquida à data de 30 de junho de 2013 foi de 41,2 milhões de reais. 
A CorpCo beneficiará de maior escala e da posição de liderança em Portugal e no Brasil. Estima-se que a melhoria de eficiências operacionais e financeiras poderá gerar sinergias, com um valor atual líquido, de aproximadamente 5,5 milhões de reais. 
Os termos de troca propostos, com base nas cotações médias ponderadas pelo volume das ações da PT e da Oi nos 30 dias anteriores ao anúncio, são os seguintes: 
 
– Uma ação ordinária da Oi será trocada por 1 ação da CorpCo 
– Uma ação preferencial da Oi será trocada por 0,9211 ações da CorpCo 
– Uma ação da PT será trocada por um número de ações da CorpCo equivalente a 2,2911 euros (a emitir ao mesmo preço do aumento de capital da Oi), a que acrescerão 0,6330 ações da CorpCo 
 
À data da conclusão da operação, e assumindo um aumento de capital em dinheiro de 8,0 milhões de reais ao preço médio das cotações, ponderado pelo volume dos últimos 30 dias das ações da Oi (4,36 reais), os acionistas da PT irão deter 38,1% do capital social circulante e com direito de voto da CorpCo. 
Após conclusão da operação, as ações da CorpCo serão admitidas à negociação no segmento do Novo Mercado da BM&FBOVESPA, bem como na NYSE Euronext e na NYSE e irão beneficiar de uma maior liquidez e de uma base acionista diversificada. Os requisitos de admissão à negociação nestes mercados garantirão também a adoção das melhores práticas de governo da sociedade.
A fusão ficará condicionada, designadamente, à aprovação dos acionistas da Portugal Telecom e da Oi.
 
As empresas explicam que a fusão surge na sequência da aliança estabelecida em 2010, ano em que a PT entrou na Oi, após a venda da participação que o grupo português detinha na brasileira Vivo à operadora espanhola Telefónica, por 7,5 milhões de euros.
A participação na Oi permitiu à PT permanecer no mercado brasileiro, uma das suas grandes apostas. A PT tem uma participação de 23,6% na Oi e a Oi tem 10% da PT.