Os acionistas da Portugal Telecom aprovaram nesta segunda-feira (8), em assembleia geral, novos termos para a fusão com a Oi.
A primeira fusão entre as duas empresas ocorreu em janeiro deste ano, quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), aprovou a fusão entre as empresas de telecom, afirmando que dita fusão acarretaria na efetiva combinação dos ativos de ambas empresas em uma única companhia aberta brasileira, sem controlador definido, temporariamente denominada "CorpCo", a qual seria responsável por controlar todas as atividades das duas empresas no Brasil e no exterior.
Nesta segunda-feira, os termos foram revistos pela PT em uma assembleia. No total, 98,25% dos acionistas da PT que estiveram presente, aprovaram os novos termos da fusão com a Oi, que tem 10% do capital social da PT, mas não teve direito de voto na assembleia por conflito de interesse.
Os novos termos determinam a alteração do modelo inicial de fusão. Os acionistas da PT ficarão com 25,6% do capital da nova Oi, ante os 37,3% inicialmente previstos, além de uma opção de compra de ações no prazo de seis anos.
Data Center
O data center da PT na Covilhã, que já opera com 180 clientes, recebeu recentemente a certificação Tier III. Atribuída em maio pelo Uptime Institute, a certificação significa o reconhecimento pela disponibilidade e continuidade na prestação de serviços e pela capacidade de manutenção da infraestrutura de suporte, sem interrupções no serviço.
A instalação da PT contém 12 geradores (cada um com capacidade de 1.875 kVA) e dois tanques com 80 mil litros de diesel, o suficiente para abastecer o complexo por 36 horas.
As salas de TI suportam uma densidade de 2,2 kW, por metro quadrado, e cada sala pode alojar entre 260 e 280 racks.
A segurança é uma das principais preocupações da empresa, por isso o centro de dados tem vários sistemas de proteção, incluindo o reconhecimento das veias da palma da mão e controle de peso.