O megacentro de dados de Sines sairá do papel ainda este ano. As obras daquele que vai ser o primeiro edifício deste campus – o Nest – começará em breve e está avaliada entre 100 e 110 milhões de euros. Este é apenas um dos nove edifícios do complexo, que vai requerer um investimento total na ordem dos 3,5 mil milhões de euros.

Em abril deste ano o projeto foi apresentado ao país, numa cerimônia que contou com a presença do primeiro-ministro António Costa. Cinco meses depois, já há avanços e também várias mudanças. Aquele que é considerado o edifício mais pequeno dos nove vai começar a ser construído, dando assim início à primeira fase de desenvolvimento do megacentro de dados Sines 4.0. Neste momento, deve acontecer a limpeza do terreno e a instalação dos alicerces; o objetivo é que tudo esteja operacional no primeiro trimestre de 2023, segundo informa o diário português "Jornal de Negócios".

O plano inicial indicava para a construção de apenas cinco edifícios. Mas agora o projeto aponta para um total de nove pequenos com quatro pisos. “Com esta mudança, reforçamos as valências ambientais do terreno. A integração com a paisagem do parque natural será mais suave, não terá um aspecto industrial”, explicou ao mesmo jornal Afonso Salema, managing director da start campus, a empresa de capitais norte-americana responsável pelo projeto.

O objetivo é também responder às necessidades dos futuros clientes - gigantes tecnológicas como a Amazon, Google e Netflix - e ainda acelerar a entrega do projeto para colocar Sines no mapa internacional o quanto antes em matéria de data center. Isto porque “há uma competição acirrada na Europa para atrair os próximos grandes centros de dados”, disse ainda.

Só o Nest vai ter capacidade para empregar entre 70 a 100 pessoas, contando com a instalação de seis empresas. E, no total, o megacentro de dados vai criar até 1.200 empregos em Sines até 2025.