Por considerar a Agenda Digital 2015, lançada pelo governo de José Sócrates em 2010, voltada demais para o setor público, o governo português pulicou uma nova versão no diário oficial do país no fim de 2012. As intenções do novo documento, segundo a Computerworld, são “colocar Portugal como um dos países mais avançados da União Europeia em economia digital.
Segundo site do governo, “a agenda Portugal Digital está alinhada com a Estratégia Europa 2020 e com a Agenda Digital para a Europa, bem como com os objetivos definidos pelo Governo para o reforço da competitividade e da internacionalização das empresas nacionais, em especial das pequenas e médias empresas”.
Ainda segundo a publicação, o documento anterior não teve o envolvimento da sociedade civil e do setor privado, além de não ter uma visão estratégica do setor. Também foi considerado que alguns setores ficaram de fora da primeira versão, como as compras públicas eletrônicas, o comércio eletrônico, a interoperabilidade e a inclusão digital, entre outros.
As metas da Agenda Digital incluem que todos os cidadãos tenham acesso à banda larga de velocidades superiores ou iguais a 30Mbps, chegando a 100Mbps em 50% dos casos. Também preveem que 50% mais empresas passem a utilizar o comércio eletrônico; promover serviços públicos online; aumento de 20% nas exportações em TIC; e diminuir em 30% as pessoas que nunca usaram a internet.
A agenda, gerida pela Comissão Interministerial para a Agenda Portugal Digital, é articulada em seis áreas: acesso à banda larga e ao mercado digital; investimento em investigação e desenvolvimento (I&D – ou P&D, no Brasil); qualificação e inclusão; combate à fraude e evasão fiscal; resposta aos desafios societais; e empreendedorismo e internacionalização das TICs.