Data Center Verde é aquele que utiliza os insumos de forma consciente e minimiza ao máximo seu impacto ao meio ambiente. De acordo com Bruno Pagliaricci, essa premissa vale para todas as etapas da vida do data center, desde sua construção até um descomissionamento futuro.

“A primeira iniciativa para garantir a eficiência energética deve estar relacionada aos requisitos de projeto associados a localidade e geografia do data center, de modo a minimizar o uso de insumos como água, energia, emissão de gases para utilizar apenas o necessário e reduzir os impactos de implantação e operação do data center, avalia o diretor executivo de Tecnologia e Infraestrutura da ODATA. Segundo ele, as principais vantagens em investir na sustentabilidade de data centers são:

- Apoio as iniciativas de ESG de todas as partes interessadas (stake-holders)

- Responsabilidade ambiental e empresarial

- Uso racional de insumos associados a disponibilidade de insumos.

Hélder Petraroli, Gerente de Engenharia de Infraestrutura da TIVIT, cita outras vantagens como:

- Redução da emissão de gases de efeito estufa

- Redução de custos

- Redução de insumos e uso racional da energia elétrica

- Preservação do planeta

- Melhoria da imagem institucional

- Sobrevivência das gerações futuras

- Sinergia com o Meio Ambiente

- Os investimentos ajudam a melhorar os resultados

Henrique Bissochi, Gerente de Missão Crítica do Santander, aponta que, em um centro de dados que ainda será construído, uma boa iniciativa é aplicar todas as melhores práticas de um Data Center Verde, como exemplo, as premissas LEED, que possuem uma enorme abrangência. “Mesmo em um data center que já esteja em operação, pode-se realizar as premissas da ISO 14.001; substituição por equipamentos de melhor eficiência. Seja em projetos específicos ou pela obsolescência (ex: substituição de lâmpadas fluorescente por lâmpadas LED, motores de maior eficiência etc. Não podemos esquecer de ações em equipamentos de TI com a substituição de discos por flash, reduzir a ociosidade de servidores e priorizar aplicações em cloud”, explica ele, acrescentando, que custos operacionais tendem a ser mais baixos para empresas que investem mais em eficiência energética. “Além disso, preserva uma boa imagem no mercado. Imagine alocar serviços em um centro de dados que não tem preocupações sustentáveis e acontece algum incidente grave? O reflexo disso cai sobre a empresa provedora dos serviços e para todos aqueles que hospedam os serviços neste local. No caso do Banco Santander, nosso Data Center Verde contribui diretamente para Índice Dow Jones de Sustentabilidade e facilita o atendimento da resolução 4943 de Riscos Ambientais”, completa.

Márcio Kenji, diretor regional para o Segmento de Cloud & Service Providers da Schneider Electric, reforça afirmando que, "cada vez mais a sustentabilidade tem se tornado um critério no setor. Quem aluga espaço em seus data centers está solicitando compromissos de sustentabilidade nos contratos. Os locatários passaram, por exemplo, a procurar por fornecedores que estão reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE), por meio de Contratos de Compra de Energia (PPAs) para energias renováveis ​​e fontes alternativas de combustível. Além disso, pedem programas de economia circular, como reciclagem de peças e baterias, que garantem a redução do desperdício e a reutilização de materiais. Portanto, o mercado tem solicitado com maior frequência para as empresas saírem do comodismo – principalmente se o que vem sendo utilizado agride o meio ambiente ou a dinâmica social de onde está inserido."

Todos estes especialistas estarão no DCD Energy & Sustainability, evento virtual, que acontece nos dias 29 e 30 de março, que tem a intenção de apresentar saídas possíveis para que o setor de data center garanta autossuficiência energética. Para realizar a sua inscrição gratuitamente clique aqui.