De acordo com os dados reunidos em 2013 pela Dimension Data, multinacional focada em serviços de tecnologia da informação e provedora de soluções de planejamento, suporte e gerenciamento de infraestrutura de TI, para o Network Barometer 2014, que foi anunciado hoje, as regiões das Américas, Ásia Pacífico e Europa viram um crescimento relativamente alto em suas percentagens de Times de Resposta a Incidentes de Segurança de Produtos (Product Security Incident Response Team – PSIRT em inglês) desde o ano passado, enquanto Austrália, África e Oriente Médio permaneceram estáveis. O que não é surpreendente, dado que cada vez mais organizações estejam enxugando seus ativos de rede, afirma a provedora global de serviços e soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).
Usado no contexto de segurança da rede pelos aparelhos da Cisco, o PSIRT é um termo aplicado em relação a um erro de software ou vulnerabilidade que é identificada após extensivos testes e pesquisas de laboratório.
“Nosso Network Barometer 2014 revela que existe uma forte correlação entre o aumento dos ativos corporativos antigos com o crescimento da percentagem dos aparelhos com vulnerabilidades. Isso aumenta o risco operacional global de possuir uma rede sem manutenção”, disse o diretor de desenvolvimento de negócios para Redes Corporativas da Dimension Data, Raoul Tecala.
Publicado pela primeira vez em 2009, o Network Barometer 2014 da Dimension Data foi compilado a partir de dados recolhidos de 288 avaliações de tecnologias, cobrindo 74 mil equipamentos tecnológicos em companhias de todos os tamanhos e setores em 32 países. Além disso, a informação reunida de 91 mil incidentes de serviços registrados nas redes de clientes suportados pela Dimension Data.
O diretor aponta o aumento do número de PSIRTs publicadas pela Cisco nos últimos anos como preocupante, porque assinala uma tendência crescente para redes mais desprotegidas. “E as redes não estão melhorando. De fato, nos últimos quatro anos, a percentagem global de ativos de TI com ao menos uma vulnerabilidade tem se mantido relativamente estável.”
O conselho do executivo para as organizações é a padronização dos hardwares e softwares o tanto quanto possível, por isso reduz a complexidade operacional em longo prazo. “Quanto mais softwares e hardwares forem usados nas redes corporativas fica mais difícil à manutenção e a eficiência operacional é dificultada devido a fatores de disparidade.”
“Além disso, patches de atualização não devem ser aplicados somente por questões de correção. Ao invés disso, devem ser baseados em riscos calculados. Por exemplo, se um aparelho é vulnerável, mas não suporta sistemas críticos ou interconexão com importantes partes da rede, a prioridade para atualizá-lo será menor do que a de um dispositivo com capacidade para rodar sistemas e conexões mais importantes na rede corporativa.”
O diretor diz, que enquanto não é possível saber sobre todas as ameaças de segurança avançadas, o melhor a se fazer é construir capacidades relevantes de proteção dentro das organizações para minimizar a exposição às vulnerabilidades.