O projeto do primeiro parque de data centers de Minas Gerais pretende atrair investimentos do mercado de hiperescala para o município de Leopoldina. O cronograma prevê o início da construção no segundo semestre de 2025 e o começo das operações até o final de 2026.

Em entrevista à DCD, Wagner Avelar, presidente da Supernova, adiantou que o parque receberá até três data centers de grandes players do mercado de hiperescala. Espera-se que o primeiro edifício, com capacidade de TI de 60 MW, comece a operar em 2026. As outras instalações deverão contar com capacidade semelhante, totalizando aproximadamente 200 MW.

Leopoldina, na Zona da Mata, foi o local escolhido após estudo da Supernova e a Mapa Investimentos, empresas que atuam em conjunto com investimentos e desenvolvimento de operações imobiliárias (Built to Suit), M&A (Fusões e Aquisições) e operações estruturadas. Entre as características do município favoráveis a projetos do setor de data center, destacam-se sua localização e mão de obra qualificada, além de questões como relevo e capacidade de fornecimento de energia elétrica, com acesso elétrico redundante e disponibilidade imediata de até 80 MW.

Neste momento, as empresas estão em fase de conversa com interessados em desenvolver seus projetos no local, que conta com 100 mil metros quadrados de terreno disponível para o primeiro data center, sendo 30 mil metros quadrados para data hall.

Segundo Avelar, após a definição da empresa que se instalará no local, as licenças necessárias para iniciar as obras deverão ser obtidas em até 90 dias.

A iniciativa tem participação do Governo de Minas, que, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e sua agência vinculada Invest Minas, atraiu um investimento privado de R$ 300 milhões que vai gerar 1,1 mil empregos diretos no estado.

Na avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, o empreendimento fortalece um dos pilares da atual gestão: a inovação.

“A instalação do parque da Supernova e da Mapa traz mais tecnologia para um estado que tem se destacado em investimentos no setor, com execução orçamentária recorde de R$ 472,2 milhões este ano em inovação”, ressalta Passalio.

“Minas dá um passo importante e se consolida como referência em inovação tecnológica e infraestrutura digital. Esse empreendimento impulsionará a economia local com a geração de empregos e atrairá empresas que buscam eficiência e segurança no processamento de dados”, afirma o diretor-presidente da Invest Minas, João Paulo Braga.

O modelo de negócio das empresas é conhecido como “Powered Shell”, ou seja, a infraestrutura de energia e conectividade serão fornecidos, juntamente com a edificação de missão crítica, que é construída sob medida e preparada para que o operador do data center implante seus equipamentos.