Depois de um teste de um ano realizado pela Intel, com o objetivo de entender como o resfriamento por submersão pode reduzir o uso de energia em TI e data centers, ficou provado que o uso de resfriamento líquido para servidores pode reduzir o índice de eficiência do uso de energia (Power Usage Effectiveness - PUE), sem danificar o equipamento.
Detectou-se que os servidores podem rodar com um PUE de 1.02 a 1.03, muito abaixo do alcançado por equipamentos refrigerados com resfriamento por ar comum, que têm uma média de 1.6. Parte disso é justificado porque o sistema líquido não precisa de fans ou do uso intensivo de energia para resfriar o ar.
O estudo ainda serviu para reavaliar conceitos que indicavam que o líquido poderia danificar partes do equipamento. A Intel não identificou efeitos mecânicos adversos da submersão - pelo menos no primeiro ano de adoção do sistema.
A empresa conduziu o teste na unidade de Rio Rancho, no Novo México, usando o sistema Green Revolutions Cooling, feito com um óleo mineral que tem a capacidade quase tão boa quanto a água.
A empresa responsável pela solução monitorou mudanças nos equipamentos de TI submersos, e descobriu que os aparelhos podem rodar a temperaturas mais elevadas (até 40 graus), menos energia é usada no nível da plataforma, por causa da ausência de fans, e o óleo mineral reduz a incidência de vazamentos.
A solução de resfriamento da Green Revolutions Cooling já está em uso comercial, e foi adquirida pela primeira vez pela Midas Networks. A CGGVeritas, empresa francesa de serviços geofísicos, também adotou o resfriamento líquido em seu centro de computação de alta performance, em Houston, com o objetivo de eliminar todo o custo com ar condicionado no data center.