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Segundo a consultoria Gartner, o já maduro segmento de servidores oferecerá novas oportunidades aos fabricantes com produtos para os data centers em grande escala, as cargas de trabalho de escritório virtuais e os servidores com energia extremamente baixa (ELE).

O gartner afirmou que o mercado de servidores, que alcançou um valor de US$ 52,8 bilhões em 2011, atualmente oferece margens baixas de lucros, ainda que poderá ter um crescimento nessas áreas chave em 2015.  

Jeffrey Hewitt, vice-presidente da Gartner, afirmou que a necessidade de máquinas desse tipo se fará mais visível com o aumento das infraestuturas convergentes baseadas em fabric.

“Na atualidade, o mercado de servidores é altamente competitivo e, pese seu tamanhão, oferece apenas pequenas margens de lucro”, afirmou Hewitt. “O predomínio de plataformas padronizadas (x86) também dificulta às companhias a diferenciação de seus produtos”.

O consultor ainda afirmou que a inovação será fundamental para fabricantes que queiram responder às mutáveis demandas de sistemas integrados.

Kiyomi Yamada, analista principal da Gartner, disse que a tendência dos grandes centros de dados estará encabeçada por operadores como Google e Facebook, que tem data centers enormes.

Estes grandes da internet, no entanto, aos poucos criam sua própria linha de produção de servidores. Google, por exemplo, constrói seus próprios servidores desde 2000.

No entanto, é inegável que os metros quadrados dos novos data centers estão crescendo em todo o mundo, a medida que as companhias lutam por maiores economias de escala.

O mercado de servidores ELE é muito mais recente e a Gartner considera que substituirão cerca de 2,4% dos servidores x86 em todo o mundo até 2015.

“Os servidores ELE podem ser utilizados para aumentar o rendimento por watt para tarefas simples como páginas de web estáticas, streaming de conteúdo, serviços web, analytics de Apache Hadoop ou memória cache, o que pode ajudar a liberar energia para que os servidores convencionais se ocupem de outras cargas de trabalho”, afirmou Gartner.

Gartner avisou que estes servidores necessitam de uma maior quantidade de investigação e desenvolvimento antes de que se lancem os produtos, e, por isso, pode não ser um fluxo de benefícios a todos os fabricantes.

Para 2015, a Gartner acredita que os servidores físicos virtualizados serão utilizados para cerca de 16,7% das cargas de trabalho, com um total de 368 mil unidades.