A Oi acertou a venda de sua operação de celular para o consórcio formado por Telefônica Brasil (Vivo), Claro e TIM. O negócio anunciado nesta terça-feira (8), foi acordado pelo valor de R$ 16,5 bilhões. A operadora que desde 2016 está em recuperação judicial, não pode fechar o negócio até realizar um leilão de ativos. A proposta superou a da norte-americana Highline, que fez um lance de pouco mais de R$ 15 bilhões.

Dos 16,5 bilhões estabelecidos no acordo, R$ 756 milhões dizem respeito a serviços de transição a serem prestados por até 12 meses pela Oi às proponentes, acrescido do compromisso de celebração de contratos de longo prazo de prestação de serviços. A Oi informou que o consórcio formado pelas companhias concorrentes vai ter preferência e poderá cobrir qualquer outro lance que eventualmente possa aparecer no mercado.

De acordo com um comunicado, emitido pela Telefônica Brasil, "a transação trará benefícios a seus acionistas, através da aceleração de crescimento e geração de eficiências e melhoria na experiência de uso e qualidade do serviço prestado, e ao setor como um todo, através de reforço em sua capacidade de investimento, inovação tecnológica e competitividade. A companhia manterá seus acionistas e o mercado geral, devidamente informados do andamento do processo competitivo para alienação dos ativos móveis do Grupo Oi, nos termos da ICVM 358 e da legislação aplicável."

Data Center

No último mês de junho, a Oi anunciou a venda de cinco data centers para a Elea Digital, private equity da Piemonte Holding, instituição financeira do Rio de Janeiro, focada em investment banking e inovação digital.

A aquisição será um aporte de grande importância para a holding de data centers da Piemonte, que já possui investimento em um dos maiores data centers do Brasil, que é a GBT - Brasília, instalação inteiramente dedicada a serviços financeiros e que tem a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil como clientes.

Os cinco data centers, que agora fazem parte do conglomerado da Elea Digital, estão instalados em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Brasília, com duas unidades.