O último estudo realizado pela Inmarsat, lançado hoje, concluiu que o setor de mineração global está passando por uma revolução da Internet das Coisas (IoT). A empresa especializada em pesquisa de mercado Vanson Bourne, foi contratada pela Inmarsat para entrevistar 200 pessoas com responsabilidades de tomada de decisões ou influência significativa em iniciativas relacionadas com a IoT em empresas com mais de 500 funcionários. As empresas de mineração relataram sucesso na implementação de projetos para proteger os trabalhadores através de rastreamento remoto, monitorar a perfuração e observar a drenagem ácida de minas remotamente. No entanto, apesar desse progresso, uma série de desafios está dificultando a capacidade do setor de colher as recompensas que a IoT tem para oferecer.

The Rise of IoT in Mining” (A ascensão da Internet das Coisas na mineração) é o terceiro projeto de pesquisa centrado na IoT realizado pela Inmarsat e tem como foco a utilização, atitude e previsões para a IoT em todo o setor global de mineração.  Como parte da iniciativa, a Inmarsat também está oferecendo às empresas de mineração a oportunidade de medir a sua prontidão para a adoção da IoT em comparação com os 200 entrevistados na pesquisa, utilizando a sua IoT Maturity Tool gratuita online.

De acordo com a pesquisa, a maioria das empresas (65%) implantou totalmente pelo menos um projeto de IoT, enquanto 33% estão avaliando ou avaliaram um projeto de IoT, com apenas 2% dos entrevistas não tendo iniciado um projeto de IoT. Estas conclusões refletem as previsões relatadas na pesquisa sobre mineração de 2018 da Inmarsat, na qual apenas 2% tinham implementado totalmente uma solução de IoT, 29% estavam avaliando um projeto e 69% estavam planejando iniciar projetos de IoT, nos próximos dois anos. Notavelmente, existe uma variação geográfica considerável na adoção e maturidade da IoT em diferentes regiões, com 98% dos entrevistados norte-americanos tendo implementado com sucesso projetos compatíveis com a IoT, em comparação com apenas 50% na África e 38% na América do Sul.

Embora este aumento em implementações completas represente um progresso, as formas como são utilizadas e a gestão de dados são simplificadas e existem muitos desafios a superar se o setor de mineração pretende concretizar plenamente o potencial da IoT, especialmente no que diz respeito à sua utilização como motor para a mudança empresarial. A falta de habilidades, a necessidade de investimentos e os desafios culturais, bem como a conectividade não confiável, os processos irregulares de segurança cibernética e os processos de gerenciamento de dados subdesenvolvidos também foram destacados no relatório e todos precisarão ser corrigidos nos próximos anos.

Comentando o estudo, Joe Carr, diretor de mineração global da Inmarsat, diz que, “dois anos depois de sua última pesquisa, a Inmarsat queria mensurar o que havia mudado no setor de mineração. A IoT começou a ganhar espaço no setor com índices de adoção mais elevados em todos os níveis. O que descobrimos foi um setor que, historicamente costuma ser lento na adoção de ideias radicais, está começando a abraçar a utilização da IoT, mas que ainda está determinando como tirar o máximo proveito dela.”

O setor de mineração enfrenta desafios significativos em torno de habilidades, segurança, conectividade, investimento e gerenciamento de dados e eles precisarão ser resolvidos para que o setor progrida além do ponto de usar a IoT em uma capacidade simples e isolada. Apesar dos desafios que estão sendo enfrentados, as empresas de mineração buscam aumentar seus investimentos em IoT e são extremamente positivas sobre o valor que a IoT pode trazer para suas operações e os benefícios que ela já está oferecendo ou trará no futuro.

“Queremos ajudar a impulsionar a adoção da IoT no setor de mineração e incentivar as empresas mineradoras a traçar um caminho para o sucesso da IoT, utilizando a nossa IoT Maturity Tool gratuita online. A ferramenta permite que os mineradores entendam seu progresso na adoção da IoT em várias áreas e comparem isso com os 200 entrevistados, que contribuíram com nossa pesquisa. Usando essas descobertas, os mineradores podem começar a desenvolver um roteiro para melhorias e fornecer uma evidência tangível para influenciar as conversas internas”, conclui o diretor de mineração global da Inmarsat.