Com o avanço da Transformação Digital e um crescente número de dispositivos conectados, que segundo o Gartner chegará a 25 bilhões, até 2020, uma tendência que tem conquistado cada vez mais espaço no mercado de TI é a Edge Computing. Também conhecida como Computação de Borda, essa tecnologia permite que os dados sejam processados e armazenados em um servidor localizado no mesmo espaço onde foram gerados, ao contrário da Computação em Nuvem, que processa informações em data centers que podem estar a quilômetros de distância.
 
Indicada para operações críticas (que não podem ter interrupção), a Edge ajuda a suprir limitações de largura de banda e tempo de latência (período em que os dados processados vão até a Cloud e voltam para o dispositivo). Já a Computação em Nuvem é algo que funciona muito bem para aplicações que não precisam de grande processamento de dados e que não dependam tanto da velocidade e da largura de banda. Mas vale ressaltar que uma tecnologia não substitui a outra. A Edge impacta a Nuvem de forma complementar. Desta forma, as empresas podem trabalhar com uma arquitetura híbrida – o que permite uma maior eficácia das operações.
 
Para melhor explicar a funcionalidade da Edge, costumo citar alguns exemplos e a tendência dos carros autônomos é um deles. Se você precisa fazer um dado ir e voltar da nuvem para o veículo, para que ele se locomova de um ponto a outro ou ainda para que pare em um semáforo, isso não pode ter uma latência muito alta ou seja, não pode demorar. O mesmo se aplica na indústria, na de óleo e gás, por exemplo, as operações envolvem análises geológicas e os programas que rodam esse tipo de estudo costumam ser pesados. Para que os estudos sejam ágeis, muitas companhias optam por processar os dados no local em que estão sendo trabalhados, migrando apenas parte do processo para a nuvem.
 
Desde o final do ano passado surgiu uma demanda muito grande por esse tipo de aplicação e cada vez mais empresas têm se atentado para essa mudança, investindo em infraestruturas de TI mais robustas, confiáveis e seguras, com Micro Data Centers voltados à Computação de Borda.
 
De acordo com a Schneider Electric, se você quer implantar a Edge em seu negócio, primeiro é preciso avaliar a necessidade de aplicação, pensando em qual é o impacto de não trabalhar com esse tipo de tecnologia, o quanto uma parada das operações pode afetar sua empresa, além de avaliar o tamanho da infraestrutura que um Micro Data Center demanda (nobreak, gerenciamento, climatização, segurança, etc).