O uso de uma arquitetura moderna, alinhado à capacidade de crescimento da camada computacional na horizontal, de forma elástica, permite a alocação de recursos, conforme a necessidade do negócio, respondendo de maneira rápida e eficiente às demandas geradas como um incremento de acessos em determinada plataforma em razão de uma campanha do Agibank, por exemplo, afirma Marcelo Meine, gerente de Infraestrutura de TI do Agibank, banco digital omnichannel. Segundo ele, “mediante o uso da Computação em Nuvem é possível garantir o atendimento de eventuais picos, assim como a imediata liberação de recursos quando a demanda retorna para patamares mais baixos, sendo que a remuneração acompanha a alocação, permitindo que, por meio de uma governança eficiente se obtenha ganho de eficiência, evitando a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura tecnológica”.
Em entrevista, o gerente de TI do Agibank, fala sobre o uso da Computação em Nuvem como diferencial competitivo no setor financeiro. Leia, a seguir.
Tatiane Aquim: A nuvem é o grande habilitador dos bancos para a era dos clientes?
Marcelo Meine: A busca pela melhor experiência do cliente também passa pela capacidade de criar e adaptar produtos e serviços de maneira ágil. Para isso, você precisa ter a condição de testar e realizar rápidas implementações numa velocidade cada vez maior; a própria pandemia acelerou esse esforço no mercado como um todo. Numa estrutura como a nossa, os componentes tecnológicos que suportam o negócio precisam ser flexíveis o suficiente para dar conta das novas demandas, sendo o uso de provedores de cloud um caminho realmente habilitador para que isso seja possível.
DCD: O caminho para agilidade nos serviços passa pela nuvem?
M. M.: Certamente, pois o uso de serviços em cloud, desde infraestrutura até software como serviço, é o caminho para viabilizarmos rápidas implementações e soluções. Além da capacidade dos recursos computacionais, do dimensionamento ajustado de todo o ciclo de vida do workload - que evita o desperdício de recursos - há também uma arquitetura desenhada para que a disponibilização dos serviços ocorra com a menor fricção possível com os demais workloads existentes.
DCD: Que resposta o Agibank daria a um cliente que fizesse a seguinte pergunta: é seguro abrir uma conta e manter meu dinheiro em um banco que só existe na internet?
M. M.: Sim, sem dúvida. Porém, é importante ressaltar que os níveis de segurança possíveis de serem implementados não estão relacionados somente ao local onde o processamento e armazenamento dos dados acontece. Mas sim, com a tecnologia e processos que são aplicados para essa finalidade. Por meio do uso de provedores de cloud, por exemplo, os times de segurança internos têm a sua disposição um número maior de tecnologias e ferramentas para atuar na proteção das plataformas que suportam os produtos e serviços e, principalmente, os dados dos clientes. Além disso, somos uma instituição financeira regulada, que atende todos os requisitos de segurança estabelecidos pelo Banco Central. Outro aspecto importante tem a ver com o fato de que tratamos o tema de segurança o tempo todo, por meio de campanhas orientativas e comunicação constante com o nosso cliente, dado que a incidência de fraudes impacta muito mais os usuários em si do que as próprias instituições financeiras, que cada vez mais contam com mecanismos robustos para dar conta disso.
DCD: Os bancos ficaram mais ágeis na crise, mas isso vai durar com o pós-pandemia?
M. M.: A crise obrigou não somente os bancos, mas todas as empresas, a adaptarem-se ao novo contexto e dar conta dos novos hábitos que a pandemia provocou. No Agibank nos dedicamos a assegurar o atendimento das necessidades dos nossos clientes, ampliando o portfólio de produtos e serviços e a nossa canalidade, tornando o banco realmente disponível em todas as plataformas – aplicativo, caixa eletrônico, Internet Banking, via telefone e até mesmo com entrega de serviços na casa do cliente, além é claro da manutenção da nossa operação de atendimento presencial, como serviço essencial que somos. Certamente o modelo de trabalho ágil que já tínhamos estabelecido, foi um mecanismo importante nesse processo, permitindo que déssemos respostas mais rápidas, ou seja, foi muito mais um exercício de priorização e adaptação da agenda do que um processo de mudança cultural. Especialmente no mercado financeiro, fortemente disruptado pela tecnologia, isso tudo veio pra ficar. A crise apenas acelerou processos que já vinham ocorrendo, na verdade.
DCD: Qual é o papel das fintechs na mudança de postura de bancos tradicionais no atendimento ao cliente?
M. M.: As fintechs colocaram à prova os serviços dos bancos tradicionais e mostraram que é possível sim oferecer soluções mais aderentes as necessidades dos clientes. Ao reduzir a concentração do mercado e incentivar a concorrência, certamente são os consumidores quem saem ganhando. Como acontece em outros setores, com um número maior de ofertas, o desafio para ser a primeira escolha do cliente aumenta, o que faz da busca por oferecer produtos e serviços cada vez melhores um círculo virtuoso, o que é extremamente positivo.
DCD: As operações do Agibank rodam em que data center?
M. M.: O Agibank trabalha com uma arquitetura híbrida: data centers físicos próprios, Colocation e uso massivo da Computação em Nuvem.
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