O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, defendeu na quinta-feira, 5 de março, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a importância da soberania digital brasileira, informa o site Tele.Síntese. Ele destacou investimentos em conectividade, data centers e cabos submarinos como pilares para ampliar a inclusão digital e impulsionar o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial.
Durante a agenda oficial, Tercius afirmou que a discussão sobre infraestrutura digital deve estar vinculada a direitos e acesso, ressaltando que inovação e inclusão precisam avançar de forma conjunta. A delegação brasileira apresentou à União Europeia a intenção do país de reposicionar seu papel na transformação digital.
Segundo o Ministério das Comunicações, a estratégia nacional está estruturada em três frentes: o Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID), a Política Nacional de Data Centers e a Política Nacional de Cabos Submarinos. De acordo com Tercius, essas iniciativas formam a base para o avanço do Brasil na economia digital e para o desenvolvimento de soluções de IA voltadas à produtividade e à segurança e alinhadas a princípios democráticos.
Tercius disse que o Plano Nacional de Inclusão Digital, a política de data centers e a de cabos submarinos formam a base de infraestrutura necessária para preparar o Brasil para aplicações de inteligência artificial. Segundo ele, esses eixos representam “a preparação do solo” sobre o qual o país poderá desenvolver uma IA produtiva, apoiada em investimentos sociais e em infraestrutura.
A defesa da soberania digital apresentada pelo governo inclui a redução de vulnerabilidades externas, a diversificação das rotas de dados e o aumento da capacidade nacional de processamento e armazenamento de informações estratégicas. O Ministério das Comunicações relaciona essa agenda ao avanço da conectividade como fundamento para inclusão digital, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Ao encerrar sua participação no Parlamento Europeu, em Bruxelas, Tercius destacou que a parceria entre o Brasil e a União Europeia se apoia em valores democráticos e na visão de que o progresso tecnológico deve estar ligado ao desenvolvimento humano. Segundo ele, inovação e inclusão devem avançar de forma integrada.
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