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As decisões sobre outsourcing podem ser mais planejadas e ir além do “feeling” do executivo. Basear as escolhas no desenho de cenários futuros é a ideia da metodologia desenvolvida por Eduardo Fagundes, CEO da nMentoring. Para Fagundes, “o outsourcing não é mera redução de custos e deve estar alinhado às expectativas da empresa”.

Fagundes, executivo com experiência em projetos de sistemas e infraestrutura e professor universitário, falou sobre boas práticas na definição de cenários durante a Conferência Datacenter Dynamics, em São Paulo.

Segundo Fagundes, ao definir cenários, estamos trabalhando implicitamente para que esse cenário aconteça. Para usar uma frase do jargão econômico, “é como uma profecia autorrealizável”. Ainda de acordo com o executivo, “mesmo que o cenário não se concretize totalmente no futuro, fazer essa prospecção ajuda a minimizar o impacto dos problemas”.
Para Fagundes, há um motivo para que o desenho de cenários futuros tenha ganhado importância. “Antes a empresa determinava qual seria a demanda por recursos de TI. Hoje quem faz isso é o cliente. Antecipar cenários aumenta a inteligência competitiva da empresa ao dar mais flexibilidade às decisões empresariais”.