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O mercado mundial de plataforma como serviço (PaaS) terá um crescimento consistente e totalizará US$ 1,5 bilhão, em 2013, chegando a US$ 2,9 bilhões, em 2016, segundo projeções do Gartner.

Os maiores segmentos dentro do mercado de PaaS são os de serviços de plataformas de aplicações na Nuvem (aPaaS), com 34,4% do total gasto em 2012; de gestão de ciclo de vida de aplicações Cloud (almPaaS), com 12%; de plataformas de BPM na Nuvem (bpmPaaS), com 11,6%; e iPaaS, com 11,4%. O Gartner prevê que o gasto potencial nesse tipo de tecnologia é de, em média, US$ 360 milhões, por ano, de 2011 a 2016.

Os mercados da Europa Ocidental, dos Estados Unidos e do Japão já deram a largada na adoção do modelo PaaS. O gasto global com essa tecnologia considerado baixo, já que é quase totalmente gerado pelos EUA, que detém 42% do mercado, seguido pela Europa Ocidental e economias estáveis da Ásia/Pacífico. Todas estas regiões representam 90% dos gastos mundiais com o modelo PaaS. O Brasil está investindo ligeiramente na Platform as a Service, mas essa tendência deve mudar na medida em que a tecnologia amadurece e se consolida em torno de poucos players principais, que são capazes de atender regiões mais amplas.

De acordo com o Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, Ross Altman, muitos fornecedores de software estão investindo no mercado de PaaS, já que a infraestrutura de aplicações estabelece padrões, arquiteturas no mercado de software corporativo. Os fornecedores esperam que a liderança no mercado de PaaS se traduza em grandes e efetivos ecossistemas de parceiros, desenvolvedores e soluções. As tecnologias do PaaS estão incorporadas em muitos outros tipos de serviços na Nuvem, todos os principais canais de oportunidades. O faturamento direto no mercado de PaaS subestima a importância desta parte da arquitetura em Cloud.

Na categoria de PaaS são incluídas as suítes de serviços de infraestrutura de aplicações, como plataformas de aplicação (aPaaS) e de integração como serviço (iPaaS), bem como, serviços especializados de infraestrutura de aplicações. Entre esses estão, plataforma de base de dados como serviços, de gerenciamento de processos de negócios como serviço e outros tipos funcionais de middleware oferecidos na Nuvem. “De todos os aspectos tecnológicos de Cloud, a infraestrutura e o software como serviço, IaaS e SaaS, são os mais amadurecidos e estabelecidos, o que leva a batalha para o campo do modelo PaaS, é nesse mercado que a disputa entre fornecedores e produtos deve se intensificar. Não é uma surpresa que o cenário competitivo ainda esteja mudando, com fornecedores tradicionais enfrentando a concorrência de novos grandes players que entram no mercado e inúmeros outros, especializados, ganhando parte de sua fatia de lucro”, afirma Ross Altman.

Segundo ele, o PaaS oferece aos fornecedores independentes de software e às organizações de TI a oportunidade de criarem novas soluções com o mínimo gasto e sem terem de provisionar e configurar a infraestrutura de base, já que para empresas pequenas e médias, o modelo PaaS oferece a chance de aproveitarem algumas tecnologias facilitadoras que não podem adquirir. Para o Vice-Presidente, a popularidade do SaaS leva à adoção do PaaS para customização, extensão e integração de aplicações baseadas na Nuvem.