Com gastos de US$ 165 bilhões em 2010, o mercado brasileiro de TI já é o sétimo maior do planeta. Previsões apontam o Brasil como o quarto maior mercado de TI no planeta até 2020. Apenas os serviços de software movimentam US$ 85 bilhões, metade desse montante. Isso já seria suficiente para encorajar qualquer empresa a investir no Brasil.
De acordo com previsão da consultoria IDC, o setor de TI no Brasil deverá ter crescimento sustentado de 10% pelos próximos cinco anos – fazendo o faturamento desse segmento crescer 60% no período. No entanto, apenas US$ 2,5 bilhões (1,5%) desse valor são exportados. Ou seja, os serviços e produtos de TI brasileiros são para “consumo interno”.
Segundo a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), uma das maiores dificuldades para o estabelecimento de empresas no Brasil é o regime tributário. Para resolver essa situação, o Congresso aprovou a Medida Provisória 540/2011, desonerando o setor de TI e de telecomunicações. A medida faz parte de um plano de ação chamado Brasil Maior.
Tal conjunto de medidas foi anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2011 e consiste num pacote de medidas para aumentar a competitividade das empresas brasileiras no exterior. O plano inclui quatro setores industriais – entre eles o segmento de TI. Com o esgotamento do mercado local, as empresas brasileiras se verão obrigadas a competir no exterior, de acordo com a opinião dos CEOs das principais empresas da área tecnológica.
Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas vão exigir investimentos de US$ 3,5 bilhões, segundo estimativa da Brasscom. Para garantir o sucesso da Copa e dos Jogos, a transmissão de imagens e dados é fundamental. O governo já começa a fechar acordo para definir parcerias e testar a infraestrutura necessária.
Um exemplo dessas iniciativas vem do Distrito Federal. A capital federal investe US$ 46 milhões para prover acesso à internet sem fio de alta velocidade para toda a cidade durante a Copa do Mundo. Outro exemplo é o Plano Nacional de Banda Larga, para levar acesso cabeado para 12 milhões de lares ao custo de US$ 7,5 bilhões. Com a concretização do PNBL, o Brasil vai dobrar o número de conexões de Internet cabeadas.
As empresas de telecomunicações puxam o investimento em infraestrutura de comunicação: em 2010 foram US$ 10 bilhões e outros US$ 5 bilhões foram investidos somente no primeiro semestre de 2011. Outro legado deverá ser o aumento de profissionais capacitados no setor. Virgílio Almeida, Secretário de políticas de TI do Ministério de Ciência e Tecnologia diz que o governo pretende usar os eventos esportivos para atrair jovens para o ramo de TI.
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De acordo com previsão da consultoria IDC, o setor de TI no Brasil deverá ter crescimento sustentado de 10% pelos próximos cinco anos – fazendo o faturamento desse segmento crescer 60% no período. No entanto, apenas US$ 2,5 bilhões (1,5%) desse valor são exportados. Ou seja, os serviços e produtos de TI brasileiros são para “consumo interno”.
Segundo a Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), uma das maiores dificuldades para o estabelecimento de empresas no Brasil é o regime tributário. Para resolver essa situação, o Congresso aprovou a Medida Provisória 540/2011, desonerando o setor de TI e de telecomunicações. A medida faz parte de um plano de ação chamado Brasil Maior.
Tal conjunto de medidas foi anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em agosto de 2011 e consiste num pacote de medidas para aumentar a competitividade das empresas brasileiras no exterior. O plano inclui quatro setores industriais – entre eles o segmento de TI. Com o esgotamento do mercado local, as empresas brasileiras se verão obrigadas a competir no exterior, de acordo com a opinião dos CEOs das principais empresas da área tecnológica.
Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas vão exigir investimentos de US$ 3,5 bilhões, segundo estimativa da Brasscom. Para garantir o sucesso da Copa e dos Jogos, a transmissão de imagens e dados é fundamental. O governo já começa a fechar acordo para definir parcerias e testar a infraestrutura necessária.
Um exemplo dessas iniciativas vem do Distrito Federal. A capital federal investe US$ 46 milhões para prover acesso à internet sem fio de alta velocidade para toda a cidade durante a Copa do Mundo. Outro exemplo é o Plano Nacional de Banda Larga, para levar acesso cabeado para 12 milhões de lares ao custo de US$ 7,5 bilhões. Com a concretização do PNBL, o Brasil vai dobrar o número de conexões de Internet cabeadas.
As empresas de telecomunicações puxam o investimento em infraestrutura de comunicação: em 2010 foram US$ 10 bilhões e outros US$ 5 bilhões foram investidos somente no primeiro semestre de 2011. Outro legado deverá ser o aumento de profissionais capacitados no setor. Virgílio Almeida, Secretário de políticas de TI do Ministério de Ciência e Tecnologia diz que o governo pretende usar os eventos esportivos para atrair jovens para o ramo de TI.
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