O mercado brasileiro de cabeamento estruturado continua sua grande expansão. Considerando os produtos de fibra e de cobre para LAN e datacenter, totalizou negócios de US$ 182 bilhões, o que representa um aumento de 4,3% em relação a 2011. Os dados são de pesquisa da Building Services Research and Information Association (BSRIA).
O mercado brasileiro de cabeamento estruturado continua sua expansão também em 2012, depois da contração em 2009, causada pelas consequências da crise econômica mundial. O Brasil foi um dos últimos a sofrer os sintomas da crise e um dos primeiros a se recuperar.
O consumo de cobre de alta categoria no Brasil é lento, como em outros mercados da América Latina. Os produtos de categoria 5e predominam com 50% das vendas em valos, e 60% em volume. A expectativa é de que esta tendência continue nos próximos anos. Gradualmente, as vendas de cabos de categoria 6 aumentam em relação ao 5e, e as categorias 6ª, 7 e 7ª estarão restringidos aos datacenters e algumas instalações de LAN high-end.
Datacenter x LAN
O segmento de data centers é outro dos setores high end que estão evoluindo extraordinariamente bem no Brasil. Além dos setores de finanças e telecom, também tem havido investimento em data centers por empresas petroquímicas, montadoras de automóveis, mineradoras, empresas aéreas, grandes varejistas e empresas de tratamento de água.
Em 2011, o mercado brasileiro de cabeamento para datacenters em US$ 24 bilhões (13% do mercado nacional, em valor), com uma proporção de 60/40 para cobre e fibra. Esta proporção muda de acordo com o projeto e dependendo do tipo de datacenter (in-house ou hosteado).
Também segundo a categoria do cabo escolhida e o uso de produtos predeterminados de fibra, que aumentam a participação do material no mercado, devido ao seu custo maior.
Recentemente, data centers muito importantes foram projetados com arquitetura Top of Rack (ToR), mas a maioria no Brasil seguem o padrão 942. CommScope, com Systimax, continua sendo o líder do mercado para datacenters no país. A companhia foi responsável por vários dos projetos mais importantes (instituições financeiras brasileiras e europeias, bolsa de valores, colocation, incluindo o primeiro datacenter Tier III no Brasil, uma companhia petroquímica, uma multinacional de tecnologia e consultoria, e uma seguradora). A Commscope também é o líder do mercado em produtos de fibra não blindada, com uma porcentagem significativa nas vendas dessas soluções.
Outros vendedores nesse mercado são Siemon, Panduit, TE Connectivity e Furukawa. O fabricante japonês Furukawa continua entrando no mercado de datacenter e, até agora, as vendas da companhia estão crescendo rapidamente. Furukawa levou a cabo mais de 100 projetos. Os principais em 2011 foram feitos para a T-Systems, UOL, GVT, Boticário, Toyota, CVRD (Vale), Copasa, Prodest, Casa da Moeda, Azul e Embraer. Furukawa aceitou adquirir todo o capital da Metrocable Indústria e Comércio Ltda., uma fábrica de São Paulo que fabrica cabos de fibra ótica e que permitirá a empresa a aumentar suas capacidades de produção do material (a aprovação do negócio pelo governo estava pendente até esta reportagem).
A Panduit também esteve envolvida em vários projetos de datacenter em 2010 e 2011: a renovação de oito centros de dados de uma multinacional de tecnologia e consultoria, uma grande companhia de telecomunicações, outra de cartões de crédito, um dos maiores varejistas da internet, dois grandes data center de hosting e uma fábrica de eletrônicos, além de alguns centros para o governo.
A categoria 6 continua sendo a opção da maioria dos datacenters brasileiros, mas a categoria 6A continua crescendo. Cisco Systems impulsiona a arquitetura ToR, mas até agora a EoR é a mais comum.
As vendas da Siemon estão expandindo rapidamente graças aos datacenters, que representam quase 50% do faturamento da companhia. O projeto mais importante foi para uma organização de telecomunicação móvel com 28 mil links da categoria 6ª FTP, completamente monitorada com IIMS e MapIT.
Soluções de cobre, por categoria
O Brasil é um mercado dominado por soluções UTP sem blindagem, com 96% do volume. Em termos de valor, a maior parte dos blindados são cabeamentos de alta categoria instalados em datacenters (onde alguns dos vendedores só oferecem soluções blindadas). Mas este tipo de cabeamento também é utilizado para aplicações industriais, alguns edifícios e distribuição interna de média voltagem.
Com a exceção dos produtos de categoria 6A (onde marcas como Siemon, TE Connectivity e Dätwyler somente oferecem somente produtos blindados) os outros players oferecem ambos e estão focados basicamente nas vendas UTP, com a exceção da Furukawa. Os sistemas de categoria 6A tem estimado apenas 1%, por volume, dos mercados de sistemas de cobre em 2011.
O processo de adoção das categorias mais altas é muito lendo devido ao grande mercado de low-end e mid-range (e o fato de que as vendas da categoria 5e compõe a grande maioria desses segmentos). Em volume, a categoria 5e continua mantendo a maior participação nos sistemas de cobre, com 60%, seguida pela categoria 6 (39%). As vendas da categoria 7 e 7A seguem muito baixas, principalmente manipuladas pelo Siemon.
Cobre x Fibra
Como país majoritariamente UTP, os cabeados somente são vistos no Brasil em cabeamentos de alta categoria (sendo que alguns players somente oferecem soluções blindadas acima da categoria 6A).
As vendas de cabeamento de cobre superam por pouco os US$ 88 milhões, com 3% de cabor LSZH recoberto. O preço médio dos cabos de cobre subiram, em média, 11% em 2011, comparando com o ano anterior. E mais aumentos são esperados para 2012, pelos menos os vistos no ano anterior.