Identificar e reconhecer as potencialidades e os gargalos dos núcleos de inovação tecnológica (NITs) para a promoção do desenvolvimento nacional. Com esse objetivo, o subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Adalberto Fazzio, reuniu os coordenadores dos quatro arranjos de NITs das unidades de pesquisa do Ministério, nesta quarta-feira (9), em Brasília (DF).
 
"Queremos saber quais os gargalos, ver a apresentação dos trabalhos, das patentes, toda a propriedade intelectual, saber como o pesquisador está vendo e interagindo com as empresas", afirmou o subsecretário, referindo-se às demandas e ações dos NITs. Atualmente, os quatro arranjos de NITs do MCTI são: Amazônia Oriental (Rede Namor), da Amazônia Ocidental (Rede Amoci), do Rio de Janeiro (NIT Rio) e de São Paulo e Minas Gerais (NIT Mantiqueira).
 
Institucionalização e continuidade
 
Para o coordenador do NIT Rio, Marcelo Portes de Albuquerque, a reunião é um passo importante para "encontrar um caminho". Na avaliação dele os NITs já possuem uma estrutura propícia para realizar a transferência de tecnologia, mas para tal, precisa haver um processo de institucionalização. "O maior desafio que a gente tem é profissionalizar e formalizar os NITs", disse. 
 
"A empresa DBS-2 surgiu no LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), mas foi o trabalho do NIT Rio que a estruturou e permitiu o crescimento", afirmou. "A DBS-2 atua no mercado de análise de grandes volumes de dados, Big Data. São diversas as aplicações e setores que demandam esse tipo de serviços tais como: mercado financeiro, sistemas de recomendações na web e previsão meteorológica."
 
Segundo o coordenador, a DBS-2 criou quatro novos produtos, que estão sendo negociados com o Comitê Olímpico Brasileiro para realizar a análise de dados dos atletas das Olímpiadas e fazer a prospecção.
 
Também participaram da reunião representantes da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), da agência de inovação ligada à Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do MCTI.