Com o avanço acelerado da inteligência artificial generativa, os data centers estão sob pressão inédita. Um novo estudo da GEP — empresa global da área de soluções para procurement e supply chain — revela que o maior risco à lucratividade da IA hoje não está nos modelos, mas nos altos custos operacionais associados à manutenção da infraestrutura física e digital dos data centers.
Segundo o white paper “Custos de Manutenção de Data Centers: o risco oculto à lucratividade da IA (e como resolver isso)”, a equação financeira dos Hiperescalas mudou. “Cada resposta gerada por IA consome energia, processamento e banda larga — e com bilhões de interações diárias, o custo por token se torna exponencial. Manter a operação eficiente e estável depende de uma abordagem estratégica e preditiva de manutenção”, aponta o relatório.
A publicação detalha cinco domínios críticos de manutenção — hardware, sistemas ambientais, conectividade, software e especificidades de IA — e destaca que negligenciar esses fatores pode aumentar drasticamente o custo operacional por inferência, além de comprometer a disponibilidade e a confiabilidade dos serviços.
“IA generativa exige uma nova lógica de infraestrutura. A manutenção deixou de ser uma despesa secundária e passou a ser um diferencial competitivo. Dados, modelos e talentos só geram valor real se operarem sobre uma base resiliente, eficiente e inteligente”, afirma Jessé Guimarães, Diretor de Tecnologia, Inovação e Alianças Estratégicas da GEP Brasil.
O estudo também destaca o papel crescente dos fornecedores de manutenção terceirizados (TPMs), que evoluíram de prestadores de serviços para parceiros tecnológicos estratégicos, oferecendo soluções com IA, gêmeos digitais, automação, blockchain e análise preditiva. Com essa abordagem, é possível reduzir custos operacionais em até 60% e estender a vida útil dos equipamentos sem comprometer a performance.
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