A Kyndryl, empresa global especializada em serviços de tecnologia de missão crítica, divulgou os resultados de sua terceira pesquisa anual sobre modernização de mainframes. O levantamento mostra como organizações estão redefinindo o papel dos mainframes em um ambiente digital em constante transformação. Segundo o estudo, a modernização desses sistemas tem se destacado como um fator relevante para o retorno sobre o investimento (ROI) em tecnologia no Brasil, impulsionada por estratégias ágeis, o uso ampliado de inteligência artificial e a integração crescente com ambientes de TI híbridos.

A pesquisa ouviu 500 líderes de tecnologia em diversos países, incluindo 60 no Brasil, e avaliou indicadores de uso, desempenho e maturidade em projetos de transformação de mainframes. Os dados apontam avanços consistentes: 47% das empresas brasileiras já possuem uma estratégia formal de modernização. Esses resultados indicam uma mudança na percepção sobre os mainframes, que passam a ser considerados plataformas estratégicas para inovação, além de sua função tradicional.

No Brasil, 78% das organizações ajustaram suas estratégias de modernização de mainframes no último ano, em resposta a mudanças nas condições de mercado, fatores geopolíticos, novas exigências regulatórias e avanços tecnológicos. Cerca de 49% das empresas afirmam ter acelerado seus processos de modernização, enquanto 68% registraram aumento na utilização de mainframes no mesmo período.

Entre os principais fatores que contribuíram para esse crescimento estão a integração com tecnologias como computação em nuvem e inteligência artificial (51%), a necessidade de reforçar segurança e governança (49%) e o aumento no volume de operações (49%). Em média, cerca de 54% das aplicações de missão crítica nas empresas brasileiras operam em ambientes de mainframe.

A pesquisa aponta que os custos associados à modernização de mainframes diminuíram, enquanto o retorno sobre o investimento (ROI) aumentou. No Brasil, as organizações relatam um ROI significativo, variando de 354% para iniciativas que modernizam aplicativos diretamente no mainframe a 243% para aquelas que transferem cargas de trabalho para outras plataformas.

O estudo também indica que a inteligência artificial (IA) passou a ser considerada um elemento estratégico atual, deixando de ser apenas uma perspectiva futura. Cerca de 90% das organizações brasileiras já implementaram ou têm planos de implementar IA generativa em seus ambientes de mainframe. Em relação ao retorno esperado com o uso de IA no mainframe, a média brasileira é de 129%, acima da média global de 83%.

Além disso, a IA tem contribuído para reduzir as lacunas de competência nas equipes. No Brasil, 68% das organizações registraram aumento na utilização do mainframe no último ano, à medida que identificam novas aplicações de alto valor em arquiteturas híbridas.

Segundo Spencer Gracias, Diretor-Geral da Kyndryl Brasil, a transformação dos mainframes deixou de ser tratada exclusivamente como uma questão técnica e passou a desempenhar papel estratégico nas agendas de inovação e competitividade das empresas brasileiras. Ele destaca que as organizações estão adotando uma abordagem mais pragmática para a modernização desses sistemas, com foco em resultados concretos de negócios e na integração de tecnologias emergentes, como inteligência artificial e computação em nuvem.

Essa mudança de perspectiva reflete um esforço para alinhar os ambientes de TI às exigências atuais do mercado, promovendo maior agilidade, segurança e eficiência operacional. Gracias também ressalta que a escolha de parceiros especializados é um fator decisivo nesse processo, pois contribui para a construção de uma infraestrutura tecnológica resiliente, escalável e preparada para os desafios futuros.

Os participantes da pesquisa indicaram que o êxito na modernização de mainframes está cada vez mais associado à disponibilidade de profissionais capacitados em tecnologias tradicionais e emergentes. No Brasil, 62% das organizações enfrentam dificuldades para encontrar talentos com as competências necessárias, e 68% ainda dependem de fornecedores terceirizados para apoiar suas iniciativas de modernização.

Além disso, 95% dos entrevistados brasileiros apontam que seus planos de modernização são fortemente influenciados por exigências regulatórias, enquanto a segurança permanece como prioridade central e fator decisivo nas escolhas relacionadas à modernização.

O estudo também destaca que, à medida que as empresas superam esses desafios, o mainframe continua a desempenhar um papel essencial como base de seus sistemas tecnológicos mais críticos. Para obter uma visão mais aprofundada sobre como os líderes de tecnologia estão conduzindo a transformação dos mainframes, incluindo os principais desafios, riscos e benefícios envolvidos, consulte o Relatório da Pesquisa de Modernização do Mainframe de 2025 da Kyndryl.