Os mineradores de Bitcoin têm apenas nove meses para assinar contratos com hiperescalas e empresas de IA, estima o JPMorgan.
Analistas da empresa financeira multinacional disseram que era o momento certo para os mineradores, enquanto as empresas de Data Center ainda lutam para encontrar capacidade, conexões de rede e escala.
“Achamos que mineradores selecionados têm cerca de nove meses para assinar acordos favoráveis com determinados hiperescalas / startups de IA bem financiados, enquanto as aplicações de Data Center permanecem no limbo, aguardando aprovação e/ou interconexões de rede”, disseram os analistas Reginald L. Smith e Charles Pearce no relatório, publicado pela primeira vez pelo The Block.
A dupla acrescentou: “Os mineradores de Bitcoin listados nos EUA têm acesso a mais de 5 GWs de energia, com outros 6 GWs em vários estágios de desenvolvimento”.
O JPMorgan estima uma carteira de mais de 12 GWs de capacidade de Data Center em planejamento e construção, que pode levar até seis anos para ser aprovada e construída.
Em agosto, a empresa de gestão de investimentos norte-americana VanEck disse que os mineradores de Bitcoin poderiam ganhar 13,9 bilhões de dólares (79 bilhões de reais) extras por ano por meio de parcerias de IA.
Vários criptomineradores migraram para a IA, principalmente o CoreWeave, que passou a oferecer suporte total a cargas de trabalho de IA/HPC. Em seguida, assinou um contrato de 12 anos com a mineradora Core Scientific, que deve valer 3,5 bilhões de dólares (20 bilhões de reais).
A Crusoe Energy anunciou nesse ano planos para construir e alugar uma instalação para a Oracle, que a alugará para a Microsoft – para ser usada pela OpenAI.
A Hive Digital Technologies, Northern Data, Applied, Iris Energy e outras também estão expandindo as operações de HPC ao lado de seus negócios de criptomoedas. Nesse ano, a Mawson Infrastructure assinou seu primeiro acordo não cripto.
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